JapuráAM

9.397 habitantes · IBGE 1302108

IA

Resumo socioambiental

O saneamento básico é o principal desafio socioambiental de Japurá/AM. A cobertura de água atinge apenas 47,2% dos domicílios em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 17 do país. A coleta de resíduos domiciliares é ainda mais crítica, alcançando somente 35,8% dos domicílios (2022), contra mediana nacional de 76,9% — apesar de um avanço de +17,6% desde 2010. Como reflexo direto dessa lacuna, o destino inadequado de resíduos afeta 53,5% dos domicílios, taxa extremamente alta frente à mediana nacional de 14,9%, colocando Japurá no percentil 95 (entre os piores do país), ainda que tenha havido melhora de 23,1% em relação a 2010.

Essa deficiência na gestão de resíduos se conecta ao aumento das emissões de GEE do setor, que cresceram +15,5% entre 2010 e 2024, atingindo 3.458 tCO₂e — abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece atenção. Já as emissões totais de GEE do município são negativas (-7.217.236 tCO₂e em 2024), indicando que Japurá atua como sumidouro líquido de carbono, provavelmente por conservação florestal, embora a série mostre queda na capacidade de sequestro desde 2021 (-7.803.631 tCO₂e) e especialmente frente aos picos de 2015-2019 (em torno de -9,2 milhões tCO₂e), sinalizando possível perda de cobertura vegetal ou degradação florestal recente. As emissões de energia caíram expressivamente (-87,2% desde 2010), para 4.150 tCO₂e, condizente com a baixa potência térmica fóssil instalada (3 MW, estável desde 2021).

Em recursos hídricos, a perda de água na distribuição é de 29,0% (2022), próxima da mediana nacional (29,9%) e melhor que a média estadual (48,1%), indicando eficiência operacional relativamente adequada apesar da baixa cobertura. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e semelhante à média do Amazonas (3,113). Historicamente, o município registrou 4 eventos de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis 96 e 64 respectivamente, revelando vulnerabilidade a extremos hidrológicos que pode se agravar dada a baixa infraestrutura sanitária.

Em síntese, Japurá apresenta um padrão típico de município amazônico com baixíssima cobertura de saneamento básico e alta vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, mas com papel ambiental relevante como sumidouro de carbono — capacidade que vem se reduzindo nos últimos anos e que deve ser monitorada em conjunto com os investimentos em infraestrutura de água e resíduos, essenciais para reverter os indicadores mais críticos do município.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

3 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.2%

2022

17
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.0%

2022

52
0.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.8%

2022

6
17.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.5%

2022

5
23.1% no período

Emissões de GEE

SEEG

-7.217.236 tCO₂e

2024

100
17.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.458 tCO₂e

2024

67
15.5% no período

Emissões de energia

SEEG

4.150 tCO₂e

2024

83
87.2% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.