JuruáAM
11.152 habitantes · IBGE 1302207
Resumo socioambiental
Juruá/AM apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 43,2% em 2022, com queda de -20,0% frente a anos anteriores e recuo expressivo em relação ao pico de 67,3% em 2020, posicionando o município no percentil 14 nacional (mediana Brasil: 76,5%; UF: 82,0%). Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que chegou a 70,0% em 2022 — alta de +49,8% na série histórica —, colocando o município no percentil 97 nacional (pior situação relativa), muito acima da mediana brasileira de 29,9% e da UF (48,1%). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência estrutural grave na gestão hídrica local.
O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. Apenas 32,6% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022 (percentil 4, mediana nacional de 76,9%), com queda de -21,7% desde 2010. O destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 49,5% dos domicílios, bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), posicionando o município no percentil 92 (entre os piores do país). Essa precariedade sanitária ajuda a explicar o crescimento de +46,4% nas emissões de resíduos desde 2010, que somaram 5.566 tCO₂e em 2024 — próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória ascendente enquanto a gestão de resíduos permanece deficiente.
Do ponto de vista climático, Juruá figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -1.397.459 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica no balanço de gases de efeito estufa (percentil 1, o mais favorável da escala). As emissões de energia caíram -48,8% no período, para 2.445 tCO₂e, mantendo-se muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), embora a potência térmica fóssil instalada tenha crescido +355,6%, chegando a 4 MW em 2024.
Em recursos hídricos, o município registrou eventos de cheia (3 registros em 2016, percentil 93) e seca (2 registros, percentil 64), sinalizando vulnerabilidade a extremos hidrológicos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média da UF (3,113), reforçando a necessidade de investimentos estruturantes em abastecimento e saneamento para reverter as perdas de cobertura observadas e mitigar riscos futuros.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
4 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
43.2%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
70.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
32.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
49.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-1.397.459 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.566 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.445 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
