LábreaAM

48.927 habitantes · IBGE 1302405

IA

Resumo socioambiental

Lábrea/AM apresenta quadro de saneamento básico frágil e emissões de gases de efeito estufa extremamente elevadas frente ao padrão nacional. A cobertura de água atingiu 70,4% em 2022, com avanço de +9,7% no período, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 43. Já a coleta de esgoto está estagnada em 40,6% desde 2011 (sem atualização de série), e o tratamento de esgoto permanece em 0,0%, evidenciando ausência completa de infraestrutura de tratamento — situação que se agrava diante de uma perda de água de 73,8% em 2022, no percentil 97 nacional, indicando ineficiência crítica na distribuição que compromete o próprio ganho de cobertura.

No âmbito de resíduos sólidos, apenas 54,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), no percentil 19. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos caiu de 47,0% (2010) para 38,7% (2022), uma melhora de -17,6%, mas ainda muito acima da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (19,2%), no percentil 84. Essa combinação de baixa coleta e alto descarte inadequado ajuda a explicar o crescimento de +45,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, chegando a 24.752 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 87.

O dado mais crítico é o total de emissões de GEE do município: 6.931.173 tCO₂e em 2024, com variação de +193,5% desde 2010 e picos superiores a 65 milhões de tCO₂e em 2022 — refletindo forte influência do uso da terra e desmatamento na região amazônica. Esse volume coloca Lábrea no percentil 99 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da magnitude negativa (sumidouro) do Amazonas como UF. As emissões de energia também cresceram +181,1%, para 115.881 tCO₂e em 2024, sustentadas por uma matriz de geração térmica fóssil estável em 20 MW desde 2020, no percentil 72 nacional.

Em recursos hídricos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (zero), com percentis 96 e 64 respectivamente, sinalizando vulnerabilidade a eventos extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3.000, abaixo da mediana nacional (4.000), mas próximo ao valor estadual (3.113), sugerindo que os desafios de infraestrutura hídrica e saneamento devem persistir sem intervenções estruturantes que integrem redução de perdas, ampliação do tratamento de esgoto e controle do desmatamento associado às emissões.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

20 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.4%

2022

43
9.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.6%

2011

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2011

Perda de água

SNIS/SINISA

73.8%

2022

3
209.9% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.6%

2022

19
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.7%

2022

16
17.6% no período

Emissões de GEE

SEEG

6.931.173 tCO₂e

2024

1
193.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.752 tCO₂e

2024

13
45.1% no período

Emissões de energia

SEEG

115.881 tCO₂e

2024

17
181.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.