ManacapuruAM
110.691 habitantes · IBGE 1302504
Resumo socioambiental
Manacapuru apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços relevantes no abastecimento de água, mas fragilidades persistentes em coleta de resíduos e em emissões associadas ao setor. A cobertura de água atingiu 90,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (82,0%), posicionando o município no percentil 71, com forte recuperação frente à série histórica volátil. As perdas de água caíram para 4,8% em 2022, patamar bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (48,1%), colocando o município no percentil 4 — ou seja, entre os municípios com menor desperdício do país, o que indica gestão eficiente da rede após anos de oscilação acentuada (chegando a 70,1% em 2017).
Por outro lado, a coleta de resíduos domiciliares regrediu para 66,4% em 2022 (-5,8% desde 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), no percentil 34. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos permanece elevado, em 28,9%, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à UF (19,2%), posicionando o município no percentil 72 — cenário preocupante que se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 21,2% entre 2010 e 2024, alcançando 66.639 tCO₂e, muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 95 do país.
O perfil de emissões totais de GEE também chama atenção: embora tenha caído 75,3% desde 2010, o município registrou 1.650.094 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 94 — reflexo de forte volatilidade histórica ligada a mudanças de uso da terra, com valores que oscilaram de picos de 10,5 milhões de tCO₂e (2016) a saldo negativo em 2022. As emissões de energia, embora modestas em termos absolutos, cresceram 25,4% no período recente e também superam largamente a mediana nacional, situando o município no percentil 85, acompanhando o aumento da potência térmica fóssil instalada (6 MW em 2024, +57,4% desde 2020).
Do ponto de vista hídrico-climático, os registros de cheia (7) e seca (2) em 2016 situam Manacapuru acima da mediana nacional, com percentis 99 e 64 respectivamente, indicando exposição a eventos extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3.000) fica abaixo da mediana nacional (4.000), embora próximo à média estadual (3.113), sinalizando necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica que também favoreçam a queda das perdas já observada. Em conjunto, os dados sugerem que os ganhos em abastecimento de água não foram acompanhados por avanços equivalentes em saneamento de resíduos e mitigação de emissões, áreas que devem ser priorizadas pela gestão municipal.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
6 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
4.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
66.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
28.9%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.650.094 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
66.639 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
132.834 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
