ManaquiriAM
17.009 habitantes · IBGE 1302553
Resumo socioambiental
Manaquiri/AM apresenta quadro de saneamento básico crítico, com cobertura de água de apenas 21,4% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor da UF (82,0%), posicionando o município no percentil 3 do país. Chama atenção a queda abrupta da perda de água, de 55,8% em 2021 para 6,5% em 2022, valor agora inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (48,1%); dada a série historicamente acima de 60-70%, essa reversão brusca sugere possível mudança metodológica ou de medição, e não necessariamente ganho real de eficiência operacional, merecendo verificação junto à fonte SNIS/SINISA.
Na coleta de resíduos sólidos, a situação também é preocupante: apenas 38,9% dos domicílios têm coleta (2022), ante mediana nacional de 76,9%, e 59,0% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, extremamente acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do país nesse quesito. Apesar da leve melhora em relação a 2010 (69,4%), o problema permanece estrutural. Coerentemente, as emissões de resíduos em 2024 (8.574 tCO₂e) seguem acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), refletindo a fragilidade da gestão de resíduos sólidos urbanos.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 488.655 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série (pico de 2,2 milhões de tCO₂e em 2010 e novo salto em 2023 para 1,25 milhão), indicando volatilidade provavelmente associada a mudanças de uso da terra e desmatamento, tipicamente dominantes em municípios amazônicos. As emissões de energia cresceram 325,8% desde 2010, atingindo 57.856 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), com salto expressivo a partir de 2023 — o que, somado à potência térmica fóssil estável em 10 MW (acima da mediana nacional de 5 MW), aponta para maior dependência de geração termelétrica local.
Em recursos hídricos, o município registrou eventos de cheia (4 registros) e seca (2 registros) em 2016, e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo ao valor da UF (3,113). Combinados, os indicadores revelam um município com déficits estruturais graves em saneamento e resíduos, riscos hidroclimáticos relevantes e trajetória emissora dependente de fontes fósseis, exigindo investimentos prioritários em infraestrutura de água e coleta de resíduos para reverter os indicadores mais críticos.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
10 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
21.4%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
6.5%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
38.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
59.0%
2022
Emissões de GEE
SEEG
488.655 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.574 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
57.856 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
