ManausAM
2.279.686 habitantes · IBGE 1302603
Resumo socioambiental
Manaus apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre a área de abastecimento de água, os serviços de esgotamento sanitário e a magnitude das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 99,5% em 2022, muito acima da mediana nacional de 76,5% e no percentil 87, com trajetória de crescimento consistente desde 2008. Entretanto, esse avanço convive com perdas de água elevadas, de 55,4% em 2022 — bem superiores à mediana nacional de 29,9% e à média estadual de 48,1% —, indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de eficiência do sistema, ainda que a perda tenha recuado 12,5% em relação a anos anteriores. Já a coleta de esgoto, com 25,6% em 2021, e o tratamento, com 21,8% em 2022, permanecem muito aquém da mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente), colocando o município nos percentis mais baixos do país (14 e 41) apesar de possuir 75 ETEs instaladas em 2020, número que corresponde ao percentil 100 nacional — sugerindo subutilização da infraestrutura existente frente à rede coletora ainda insuficiente.
No campo de resíduos sólidos, o município mantém baixo percentual de destinação inadequada nos domicílios (2,7% em 2022, ante mediana nacional de 14,9%), mas as emissões de resíduos somaram 1.101.559 tCO₂e em 2024, o maior valor do país (percentil 100), embora em queda de 21,1% desde o pico observado em 2020. Esse dado reforça a necessidade de investimentos continuados em destinação final, especialmente considerando que as unidades de destinação registradas caíram para 5 em 2025, uma redução de 37,5% frente ao ano anterior. As emissões totais de GEE também são as mais altas do Brasil, com 12.445.373 tCO₂e em 2024 (percentil 100), impulsionadas majoritariamente pelo setor de energia (12.817.568 tCO₂e), refletindo a matriz termelétrica dominante — a potência térmica fóssil instalada é de 1.182 MW, no percentil 99 nacional, enquanto a potência solar, apesar do crescimento expressivo (+13.076,9% desde 2015), ainda é modesta em termos absolutos, com 2 MW em 2024.
O investimento público registrado para 2026 é de R$ 20.226, valor extremamente baixo frente à mediana nacional de R$ 3,1 milhões, posicionando Manaus no percentil 3 — um contraste severo diante da magnitude dos desafios ambientais do município, sobretudo na universalização do esgotamento sanitário e na modernização da infraestrutura de resíduos. Esse descompasso entre investimento declarado e necessidade de expansão dos serviços de saneamento ajuda a explicar a estagnação relativa da coleta e do tratamento de esgoto nos últimos anos. Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 (4 cheias e 1 seca) e o índice de segurança hídrica de 4,000 projetado para 2035 — acima da média estadual de 3,113, mas em linha com a mediana nacional — indicam que, embora a disponibilidade hídrica futura não seja crítica, a gestão de riscos climáticos e a infra
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
1.184 MW total
Investimento público
PNCP
R$ 20 mil
2026
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.5%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
25.6%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
21.8%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
75
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
55.4%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
5
2025
Emissões de GEE
SEEG
12.445.373 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.101.559 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.817.568 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Segurança hídrica
ANA
4.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
