ManicoréAM

57.758 habitantes · IBGE 1302702

IA

Resumo socioambiental

Manicoré apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 47,9% dos domicílios em 2022, resultado inferior à mediana nacional (76,5%) e à média do Amazonas (82,0%), posicionando o município no percentil 18 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Além disso, o indicador retraiu -8,7% desde 2011, com queda acentuada entre 2018 e 2021, seguida de recuperação parcial em 2022. A perda de água na distribuição também piorou substancialmente, saltando de patamares baixos (2,9% em 2018-2019) para 19,3% em 2022, uma variação de +13,8% no período, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (48,1%).

A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: apenas 53,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9%, e o destino inadequado de dejetos atinge 44,3% dos domicílios — quase três vezes a mediana brasileira (14,9%) e o dobro da média estadual (19,2%), colocando Manicoré no percentil 89, entre os municípios com pior desempenho do país. Ainda que tenha havido melhora de -17,5% desde 2010, o patamar permanece alarmante e ajuda a explicar o volume elevado de emissões de resíduos, que chegaram a 25.727 tCO₂e em 2024, mais de quatro vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), com crescimento constante ao longo da série histórica.

No campo climático, o município se destaca negativamente: as emissões totais de GEE somaram 3,25 milhões de tCO₂e em 2024, valor 23 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Manicoré no percentil 97 do país. A série revela grande volatilidade, com picos alarmantes em 2021 (14,7 milhões) e 2022 (20,8 milhões de tCO₂e), provavelmente associados a desmatamento e uso da terra, seguidos de queda expressiva em 2023-2024 — ainda assim, muito acima dos níveis históricos. As emissões de energia também cresceram +164,2% desde 2010, atingindo 125.082 tCO₂e em 2024 (percentil 84), acompanhando a expansão da potência térmica fóssil instalada, que saltou de 1 MW em 2010 para 40 MW em 2024, um crescimento de +3.370%, indicando maior dependência de geração termelétrica em detrimento de fontes limpas.

Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3.000 pontos, abaixo da mediana nacional (4.000) mas próximo à média estadual (3.113), no percentil 50. Já os registros de eventos extremos em 2016 (1 cheia e 3 secas) são inferiores aos totais estaduais (226 e 123, respectivamente), mas superam a mediana nacional, que é zero nesses indicadores. Em síntese, o município enfrenta um desafio duplo: infraestrutura de saneamento deficiente, que compromete a saúde pública e amplia emissões de resíduos, e uma trajetória de emissões de GEE e expansão de fontes fósseis que dest

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

40 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.9%

2022

18
8.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.3%

2022

78
13.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.7%

2022

18
16.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.3%

2022

11
17.5% no período

Emissões de GEE

SEEG

3.250.187 tCO₂e

2024

3
815.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

25.727 tCO₂e

2024

13
22.9% no período

Emissões de energia

SEEG

125.082 tCO₂e

2024

16
164.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.