MaraãAM

15.843 habitantes · IBGE 1302801

IA

Resumo socioambiental

Maraã/AM apresenta déficits estruturais graves de saneamento básico, com 16,2% de cobertura de água (2001) — muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor da UF, 82,0%. A perda de água atinge 25,0%, ligeiramente inferior à mediana nacional (29,9%), mas essa aparente vantagem perde relevância diante da baixíssima cobertura do sistema. Mais crítico é o quadro de esgotamento sanitário: apenas 41,1% dos domicílios têm coleta (2022), com queda de -2,9 p.p. desde 2010, situando o município no percentil 9 nacional. Como reflexo direto, 52,9% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, colocando Maraã no percentil 94 do país — entre os piores do Brasil, embora tenha havido melhora de -8,2 p.p. na década.

Esse cenário sanitário se conecta às emissões de resíduos, que cresceram +67,8% entre 2010 e 2024, atingindo 12.382 tCO₂e — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 73) —, evidenciando que a falta de tratamento adequado de esgoto e resíduos sólidos tem custo ambiental crescente, mesmo com leve recuo nos últimos dois anos. Em contrapartida, as emissões totais de GEE do município são fortemente negativas (-3.497.087 tCO₂e em 2024), reflexo do papel de sumidouro de carbono da floresta amazônica local, com percentil 0 nacional (ou seja, entre os municípios mais captadores do país). As emissões de energia caíram -68,2% na década, chegando a 1.862 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional, indicando baixa dependência de fontes fósseis, reforçada pela pequena potência térmica instalada (4 MW, estável desde 2020, percentil 45).

Do ponto de vista hidroclimático, o município registrou 5 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo ao valor da UF (3,113), sugerindo vulnerabilidade futura à disponibilidade e gestão da água, tema ainda mais sensível dado o baixíssimo acesso atual à rede de abastecimento.

Em síntese, Maraã combina um patrimônio ambiental relevante — evidenciado pelo balanço negativo de emissões e baixa matriz fóssil — com carências sanitárias severas, que geram pressão crescente sobre resíduos e risco à saúde pública. A prioridade para gestores deve ser a ampliação urgente da cobertura de água e esgotamento sanitário, dado o descolamento entre a riqueza ambiental do território e a infraestrutura básica oferecida à população.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

4 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

16.2%

2001

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.0%

2001

0.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

41.1%

2022

9
2.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.9%

2022

6
8.2% no período

Emissões de GEE

SEEG

-3.497.087 tCO₂e

2024

100
6.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.382 tCO₂e

2024

27
67.8% no período

Emissões de energia

SEEG

1.862 tCO₂e

2024

94
68.2% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.