NhamundáAM
21.106 habitantes · IBGE 1303007
Resumo socioambiental
Nhamundá apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 9,2% em 2022, patamar equivalente ao percentil 1 nacional e muito inferior à mediana do país (76,5%) e do Amazonas (82,0%). Chama atenção o colapso recente do serviço: após atingir 56,0% em 2020, a cobertura caiu drasticamente para 9,2% em dois anos, uma retração de 53,0%. Paralelamente, a perda de água saltou para 70,0% em 2022, também no percentil 97 nacional (pior faixa), indicando que o sistema de abastecimento sofreu deterioração operacional simultânea à perda de cobertura — um cenário de falência do serviço, não apenas de estagnação.
O manejo de resíduos sólidos segue padrão igualmente preocupante. Apenas 28,4% dos domicílios possuem coleta de lixo (percentil 3 nacional), com queda de 17,1% desde 2010, enquanto 61,0% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos (percentil 97, muito acima da mediana nacional de 14,9%). Essa deficiência estrutural se reflete nas emissões de resíduos do SEEG, que atingiram 10.556 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e em trajetória de crescimento constante desde 2010, coerente com a ausência de gestão adequada de destinação final.
No balanço de emissões totais, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono (-1.190.875 tCO₂e em 2024), reflexo da cobertura florestal amazônica, embora a série mostre grande oscilação e uma perda de capacidade de sequestro entre 2023 e 2024. As emissões de energia cresceram 119,6% no período, chegando a 41.904 tCO₂e, acima da mediana nacional, o que sinaliza aumento da dependência de fontes fósseis — reforçado pela presença de 8 MW de potência térmica fóssil instalada, acima da mediana nacional (5 MW).
Quanto a riscos hidroclimáticos, o município registrou eventos de cheia (3 ocorrências, percentil 93) e seca (2 ocorrências, percentil 64) em 2016, e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e próximo ao valor estadual (3,113). Esse conjunto de indicadores aponta para vulnerabilidade estrutural combinada: infraestrutura sanitária em colapso, aumento da pegada energética fóssil e exposição a eventos extremos, exigindo priorização urgente de investimentos em saneamento e monitoramento contínuo da cobertura florestal que hoje sustenta o saldo positivo de carbono do município.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
8 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
9.2%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
70.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
28.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
61.0%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-1.190.875 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.556 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
41.904 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
