Novo AirãoAM
16.467 habitantes · IBGE 1303205
Resumo socioambiental
Novo Airão apresenta quadro socioambiental misto, com avanços notáveis em abastecimento de água mas fragilidades em esgotamento sanitário e um perfil de emissões dominado pela dinâmica florestal. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, salto expressivo frente aos 59,5% de 2011, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Amazonas (82,0%), colocando o município no percentil 100 do país. A perda de água também é comparativamente baixa, em 12,0% (2022), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do Amazonas (48,1%), embora tenha subido frente ao mínimo histórico de 0,3% em 2015, indicando possível deterioração operacional recente que merece monitoramento.
O saneamento de esgoto, contudo, é o ponto crítico: apenas 59,0% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (73,0%), com queda de 9,7% desde 2010. Consistentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 24,5% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e do Amazonas (19,2%), posicionando o município no percentil 67 (pior que a maioria). Essa lacuna em saneamento ajuda a explicar o crescimento de 24,2% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 8.442 para 10.481 tCO₂e), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o déficit de coleta e tratamento de esgoto se reflete diretamente no aumento das emissões desse setor.
No balanço geral de gases de efeito estufa, Novo Airão figura como sumidouro líquido de carbono, com -10.763.818 tCO₂e em 2024, resultado do estoque florestal do município, muito distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e) — um ativo ambiental relevante em escala nacional. Entretanto, as emissões de energia dispararam 226,1% no período, chegando a 63.122 tCO₂e em 2024, impulsionadas pela expansão da geração térmica fóssil, que saltou de 26 kW (2019) para 10 MW a partir de 2020, superando a mediana nacional de potência térmica (5 MW). Em contraste, a energia solar permanece estagnada em apenas 41 kW desde 2011, muito aquém da mediana nacional (960 kW), revelando dependência crescente de fontes fósseis para geração local sem diversificação renovável.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos (2 cheias e 2 secas em 2016) e o índice de segurança hídrica de 4,000 (2035, igual à mediana nacional e superior à média do Amazonas de 3,113) sugerem exposição moderada a extremos climáticos, mas com perspectiva de segurança hídrica adequada no horizonte de planejamento. O desafio prioritário para a gestão municipal é equacionar a expansão do esgotamento sanitário — hoje aquém do padrão nacional — e conter a trajetória de emissões energéticas, aproveitando o potencial solar ainda inexplorado para reverter a dependência térmica fóssil recém-instalada.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
10 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
12.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-10.763.818 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.481 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
63.122 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
41 kW
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
4.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
