Novo AripuanãAM
24.987 habitantes · IBGE 1303304
Resumo socioambiental
Novo Aripuanã apresenta um quadro socioambiental de contrastes acentuados. No saneamento hídrico, o município se destaca positivamente: a cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), colocando-o no percentil 100 do país. A perda de água também é excepcionalmente baixa, em 0,2% (2021), ante uma mediana nacional de 29,9% e UF de 48,1% — um dos melhores desempenhos possíveis nesse indicador. Essa combinação sugere gestão eficiente da rede de abastecimento, embora seja necessário verificar se a cobertura declarada reflete qualidade e continuidade real do serviço.
O quadro se inverte quando se observa manejo de resíduos sólidos. Apenas 51,2% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), situando o município no percentil 16 — entre os piores do país nesse quesito. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 35,4% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da UF (19,2%), no percentil 81 (pior extremo). Houve melhora expressiva desde 2010 (de 73,3% para 35,4%), mas o ritmo é insuficiente frente ao padrão nacional. Essa deficiência se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram +60,1% desde 2010, chegando a 14.752 tCO₂e em 2024 — quase o triplo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 78.
O dado mais crítico é o de emissões totais de GEE, que saltaram de valores negativos (sumidouro de carbono) até 2014 para 17.173.615 tCO₂e em 2024, um crescimento de +7.641,1% desde 2010, com pico de 30,3 milhões de tCO₂e em 2022. O município está no percentil 100 nacional, indicando forte pressão de desmatamento e mudança de uso do solo, típica da fronteira amazônica. As emissões de energia, embora tenham recuado 10,7% na década, dobraram entre 2023 e 2024 (de 25.656 para 42.100 tCO₂e), acompanhando o aumento da potência térmica fóssil instalada, que passou de 8 MW para 16 MW em 2023 — mudança que merece monitoramento quanto à transição energética local.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos (3 cheias e 3 secas em 2016) posicionam o município nos percentis 93 e 68 nacionais, respectivamente, indicando vulnerabilidade a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo da média estadual (3,113), sugerindo que os ganhos em cobertura de água precisam ser acompanhados por planejamento de resiliência climática de longo prazo.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
16 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
0.2%
2021
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.4%
2022
Emissões de GEE
SEEG
17.173.615 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.752 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
42.100 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
