ParintinsAM
101.956 habitantes · IBGE 1303403
Resumo socioambiental
Parintins apresenta em 2022 cobertura de água de 99,6%, valor expressivamente acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 88 do país. Essa evolução é notável frente aos 77,7% registrados em 2008, representando ganho de 28,1 pontos percentuais no período. Entretanto, esse avanço convive com uma perda de água na distribuição de 71,3% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima do percentil estadual (48,1%), colocando o município no percentil 97 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. O salto de perdas de 5,4% em 2021 para 71,3% em 2022 sugere problema estrutural na rede ou na medição, que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura formal.
No saneamento de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar é de 66,3% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), no percentil 34. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 27,9% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (19,2%), situando o município no percentil 71 (pior que a maioria). Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que somaram 74.871 tCO₂e em 2024 — valor extremamente elevado frente à mediana nacional de apenas 5.787 tCO₂e, posicionando Parintins no percentil 5 (entre os piores do país) e evidenciando a relação direta entre baixa cobertura de coleta, destinação inadequada e geração de emissões por decomposição de resíduos.
Em relação ao balanço total de emissões de GEE, o município registrou 536.828 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 52% desde 2010, embora a série mostre grande volatilidade, incluindo um valor negativo em 2022 (-149.386 tCO₂e), provavelmente associado a fatores de uso do solo. Ainda assim, o valor está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 81. As emissões de energia (105.403 tCO₂e em 2024) também superam a mediana nacional, coerentes com a dependência de potência térmica fóssil de 32 MW, patamar seis vezes maior que a mediana nacional (5 MW) e no percentil 78, reforçando o desafio de transição energética local.
Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis 96 e 64 respectivamente, indicando exposição relevante a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3.000, abaixo da mediana nacional (4.000) e próximo à média estadual (3.113), sugerindo que, apesar da boa cobertura de água atual, a sustentabilidade do sistema no longo prazo requer atenção, especialmente diante das elevadas perdas técnicas já identificadas.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
32 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.6%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
71.3%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
66.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.9%
2022
Emissões de GEE
SEEG
536.828 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
74.871 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
105.403 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
