PauiniAM

20.232 habitantes · IBGE 1303502

IA

Resumo socioambiental

Pauini/AM apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanço expressivo no abastecimento de água, mas defasagem crítica em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2019, superando a mediana nacional (76,5%, 2022) e a média estadual (82,0%), com salto acentuado desde 2014 (1,4%). A perda de água também é favorável, em 6,8% (2019), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do Amazonas (48,1%). Em contraste, a coleta de resíduos domiciliares é baixa, 41,7% (2022), aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), colocando o município no percentil 9 — entre os piores do país. O destino inadequado de resíduos, embora em queda (de 71,0% em 2010 para 54,7% em 2022), permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (19,2%), posicionando Pauini no percentil 95, ou seja, entre os municípios com pior desempenho nesse indicador.

Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 46,4% entre 2010 e 2024, atingindo 9.786 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 67. As emissões totais de GEE do município seguem negativas (-3.094.598 tCO₂e em 2024), indicando que Pauini ainda é um sumidouro líquido de carbono, associado à cobertura florestal amazônica, mas a magnitude do saldo negativo diminuiu 26,3% desde 2010, sinalizando redução da capacidade de sequestro ou aumento das emissões brutas. As emissões de energia cresceram de forma acentuada, 280,9% no período, alcançando 26.081 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), reflexo da dependência de geração térmica fóssil (6 MW, estável desde 2020).

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 2 de seca em 2016, valores pontuais mas relevantes frente à mediana nacional nula. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,113), no percentil 88, sugerindo perspectiva relativamente favorável para disponibilidade hídrica futura, desde que sustentada por investimentos em infraestrutura de saneamento — área que hoje representa o principal gargalo socioambiental do município.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

6 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2019

102.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.8%

2019

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

41.7%

2022

9
44.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

54.7%

2022

5
23.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

-3.094.598 tCO₂e

2024

100
26.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.786 tCO₂e

2024

33
46.4% no período

Emissões de energia

SEEG

26.081 tCO₂e

2024

43
280.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.