Rio Preto da EvaAM

25.723 habitantes · IBGE 1303569

IA

Resumo socioambiental

Rio Preto da Eva apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos no abastecimento de água, mas déficits críticos em saneamento e gestão de resíduos. A cobertura de água saltou de 47,5% em 2012 para 86,4% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 65 do país. Esse avanço veio acompanhado de forte redução nas perdas do sistema, que caíram de 42,0% (2012) para 17,2% (2022), valor bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do Amazonas (48,1%), indicando ganhos reais de eficiência operacional na rede.

Em contraste, a coleta domiciliar de resíduos regrediu de 46,5% (2010) para 29,0% (2022), colocando o município no percentil 3 nacional — um dos piores desempenhos do país nesse quesito, muito distante da mediana de 76,9%. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 44,2% dos domicílios, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (19,2%), situando o município no percentil 89 (pior extremo). Essa combinação de baixa coleta e destinação inadequada ajuda a explicar a trajetória ascendente das emissões de resíduos, que cresceram 28,7% entre 2010 e 2024, atingindo 16.516 tCO₂e, valor quase três vezes acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

No balanço geral de gases de efeito estufa, o município registrou 634.433 tCO₂e em 2024, com alta de 78,2% em relação a 2010 e forte volatilidade ao longo da série — refletindo provavelmente oscilações no uso da terra e mudanças de cobertura florestal, dado o padrão irregular de picos e quedas. Esse total está muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Rio Preto da Eva no percentil 84 do país. As emissões de energia, por sua vez, caíram 20,6% no período, mas apresentaram repique em 2024 (29.954 tCO₂e), enquanto a capacidade termelétrica fóssil instalada permanece estável em 9 MW desde 2010.

Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,113), sugerindo perspectiva relativamente favorável no longo prazo, ainda que o município tenha registrado eventos de cheia (3 ocorrências) e seca (2 ocorrências) em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero). Em síntese, o desafio prioritário do município concentra-se na gestão de resíduos sólidos — cuja precariedade pressiona as emissões setoriais e o destino inadequado de dejetos —, enquanto o setor de água potável demonstra trajetória de melhoria consistente que pode servir de referência para replicar investimentos similares na limpeza urbana.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

9 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.4%

2022

65
82.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.2%

2022

82
59.1% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

29.0%

2022

3
37.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.2%

2022

11
17.5% no período

Emissões de GEE

SEEG

634.433 tCO₂e

2024

16
78.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.516 tCO₂e

2024

20
28.7% no período

Emissões de energia

SEEG

29.954 tCO₂e

2024

41
20.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.