Santa Isabel do Rio NegroAM

14.176 habitantes · IBGE 1303601

IA

Resumo socioambiental

Santa Isabel do Rio Negro/AM apresenta quadro de saneamento básico crítico, com indicadores substancialmente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 38,2% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 82,0%, posicionando o município no percentil 10 do país. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de 15,3% em 2021 para 51,2% em 2022 — um salto abrupto que supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média do Amazonas (48,1%), colocando o município no percentil 86 (entre os piores do Brasil). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência operacional grave na rede de abastecimento, comprometendo a universalização do acesso à água tratada.

O cenário de esgotamento e destinação de resíduos é igualmente alarmante. Apenas 52,3% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional de 76,9%, enquanto 46,9% dos domicílios ainda têm destinação inadequada de dejetos — mais de três vezes a mediana do país (14,9%) e acima da média estadual (19,2%), situando o município no percentil 91 nacional. Essa precariedade sanitária tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram 32,3% desde 2010 e atingiram 9.836 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando a relação entre deficiência de gestão de resíduos sólidos e pressão ambiental crescente.

Do ponto de vista climático, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -21.524.309 tCO₂e em 2024, refletindo a extensa cobertura florestal amazônica preservada — posição oposta à maioria dos municípios brasileiros (mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e). Contudo, chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que passaram de 9.692 tCO₂e (2022) para 30.894 tCO₂e em 2024, alta de 179,2% em relação a 2010, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e sinalizando maior dependência de fontes fósseis para geração local de energia, tipicamente associada a sistemas isolados na Amazônia.

Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e ligeiramente inferior à média estadual (3,113), no percentil 50. Combinado aos registros de seca observados em 2016 (2 ocorrências, acima da mediana nacional de zero), esse indicador reforça a necessidade de políticas de infraestrutura hídrica resilientes, especialmente diante da fragilidade já demonstrada nos sistemas de abastecimento e saneamento do município.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.2%

2022

10
80.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

51.2%

2022

14
118.1% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.3%

2022

17
18.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

46.9%

2022

9
16.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

-21.524.309 tCO₂e

2024

100
0.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.836 tCO₂e

2024

33
32.3% no período

Emissões de energia

SEEG

30.894 tCO₂e

2024

40
179.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.