Cumaru do NortePA

14.937 habitantes · IBGE 1502764

IA

Resumo socioambiental

Cumaru do Norte apresenta quadro de saneamento básico ainda deficitário, com destaque negativo para o abastecimento de água: apenas 42,8% de cobertura em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e também inferior à média do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 14 do país. Ainda assim, houve avanço expressivo em relação a 2020 (28,9%), um crescimento de +48,1% no período. A perda de água na distribuição, por sua vez, mostrou melhora relevante, caindo de 34,5% (2020) para 16,7% (2022), redução de -51,6%, o que coloca o município em posição relativamente favorável (percentil 17, ou seja, entre os que menos perdem água no comparativo nacional).

No quesito esgotamento sanitário, o tratamento de esgoto atingiu 41,7% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto, principalmente, a média estadual (13,5%), posicionando Cumaru do Norte no percentil 52 — um resultado positivo dentro do contexto paraense. Por outro lado, a gestão de resíduos sólidos ainda é crítica: a coleta de domicílios atinge apenas 50,6% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média do Pará (71,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos afeta 44,6% dos domicílios, valor muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (23,2%), colocando o município no percentil 89 — entre os piores do país nesse indicador. Essa lacuna na destinação adequada de resíduos ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 3.330 tCO₂e (2010) para 5.499 tCO₂e (2024), alta de +65,1%, embora ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em emissões totais de gases de efeito estufa, o município apresentou queda expressiva desde 2010 (30,97 milhões de tCO₂e) até 2024 (14,45 milhões de tCO₂e), recuo de -53,3%, refletindo provavelmente redução do desmatamento no período mais recente. Ainda assim, o volume permanece extraordinariamente elevado frente ao padrão nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), colocando Cumaru do Norte no percentil 100 — entre os municípios de maior impacto climático do Brasil, característica típica de áreas de fronteira agropecuária na Amazônia. As emissões de energia cresceram de forma acentuada entre 2010 e 2019 e vêm recuando desde então, chegando a 38.785 tCO₂e em 2024, ainda acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), mas superior à média estadual (2,861), sugerindo vulnerabilidade moderada em relação ao restante do país, porém relativamente melhor posicionado dentro do contexto paraense. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, o que limita a análise histórica de eventos extremos. Em síntese, o município convive com desafios estruturais de saneamento e destinação de resíduos, ao mesmo tempo em que mostra sinais de melho

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.8%

2022

48.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

41.7%

2022

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.7%

2022

51.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.6%

2022

15
89.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.6%

2022

11
39.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

14.447.590 tCO₂e

2024

0
53.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.499 tCO₂e

2024

54
65.1% no período

Emissões de energia

SEEG

38.785 tCO₂e

2024

36
594.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.