TrairãoPA

15.619 habitantes · IBGE 1508050

IA

Resumo socioambiental

Trairão/PA apresenta um quadro de saneamento básico ainda frágil e emissões de gases de efeito estufa muito acima do padrão nacional. A cobertura de água atingiu 41,8% em 2022, com crescimento expressivo (+107,6%) desde 2014, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (55,0%), posicionando o município no percentil 13 do país. Por outro lado, a perda de água na distribuição é baixíssima (0,1% em 2022), muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à do Pará (34,5%), sugerindo um sistema de pequena escala com baixo desperdício técnico, embora isso possa refletir também a limitada extensão da rede.

Na coleta de resíduos sólidos, o município evoluiu de 49,3% (2010) para 62,5% de domicílios atendidos (2022), avanço relevante, mas ainda aquém da mediana nacional (76,9%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 50,7% para 34,0% no mesmo período, permanece muito acima da mediana do país (14,9%) e da UF (23,2%), colocando Trairão no percentil 79 — entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa lacuna em coleta e destinação adequada de resíduos dialoga com o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 64,5% entre 2010 e 2024, atingindo 7.182 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

O dado mais crítico do dossiê é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de 1,8 milhão de tCO₂e em 2010 para picos acima de 17,5 milhões de tCO₂e em 2021, recuando para 4,5 milhões de tCO₂e em 2024 — ainda assim 151,1% acima do nível de 2010 e no percentil 98 nacional, indicando forte pressão associada a mudanças de uso da terra, típica da fronteira agropecuária amazônica. As emissões de energia também dispararam (+426,1% desde 2010, chegando a 183.035 tCO₂e em 2024), percentil 89, reforçando um padrão de intensificação de atividades produtivas sem correspondente avanço na infraestrutura ambiental urbana.

Em recursos hídricos, o município registrou 3 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 93, acima da mediana nacional de 0) e índice de segurança hídrica projetado de 3,0 para 2035, abaixo da mediana nacional (4,0), embora superior à média estadual (2,861). Esse conjunto de indicadores sugere que os investimentos em saneamento, apesar de avanços recentes, não têm acompanhado o ritmo de expansão econômica e ambiental do município, exigindo atenção prioritária para destinação de resíduos e mitigação de emissões associadas ao uso do solo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.8%

2022

107.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.1%

2022

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.5%

2022

29
26.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.0%

2022

21
32.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.542.363 tCO₂e

2024

2
151.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.182 tCO₂e

2024

45
64.5% no período

Emissões de energia

SEEG

183.035 tCO₂e

2024

11
426.1% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.