Porto Alegre do TocantinsTO
2.953 habitantes · IBGE 1718006
Resumo socioambiental
Porto Alegre do Tocantins apresenta quadro socioambiental misto, com avanço expressivo no abastecimento de água mas desafios persistentes em saneamento e emissões. A cobertura de água atingiu 99,4% em 2022, salto significativo frente aos anos anteriores (estável em torno de 68,6% entre 2014 e 2021), superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 87 do país. Esse ganho é notável, embora o índice de perda de água ainda seja alto, em 29,6% (2022), próximo da mediana nacional (29,9%) mas abaixo do patamar da UF (34,3%); a série histórica mostra grande oscilação, incluindo uma queda atípica para 4,7% em 2019, o que sugere possível instabilidade na medição ou na operação do sistema.
No saneamento, o quadro é mais preocupante: apenas 73,2% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), com percentil 44. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 25,9% dos domicílios, patamar quase o dobro da mediana nacional e da UF (ambas em 14,9%), colocando o município no percentil 68 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Houve melhora relativa desde 2010 (31,9% para 25,9%), mas o ritmo é insuficiente para alcançar os parâmetros nacionais.
As emissões de GEE do município somaram 300.650 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com aumento de 142,8% desde 2010 e forte volatilidade ano a ano (pico de 372.722 tCO₂e em 2023). As emissões de energia cresceram 249% no período, embora o valor absoluto (3.590 tCO₂e) ainda seja pequeno frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos, por sua vez, mostram crescimento mais moderado (+29,2%, para 2.585 tCO₂e em 2024) e ficam abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto — menor tratamento formal tende a gerar menos emissões contabilizadas nesse setor, mas às custas de maior passivo ambiental disperso.
Em recursos hídricos, o município registrou nenhuma ocorrência de cheia e apenas 2 registros de seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,0, superior à mediana nacional (4,0) e à média estadual (3,8), no percentil 100. Esse indicador aponta para uma perspectiva hídrica favorável no longo prazo, mas exige atenção imediata dos gestores para reduzir perdas na distribuição e ampliar a cobertura de esgotamento sanitário, de modo a evitar que o défice de saneamento comprometa os ganhos already alcançados no abastecimento de água.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
35.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
300.650 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.585 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.590 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
