TaguatingaTO
14.247 habitantes · IBGE 1720903
Resumo socioambiental
Taguatinga/TO apresenta um quadro de saneamento básico misto, com sinais de retrocesso em indicadores-chave. A cobertura de água caiu para 70,6% em 2022, recuo de 28,9% em relação à série histórica e abaixo tanto da mediana nacional (76,5%) quanto do estado do Tocantins (86,6%), posicionando o município no percentil 43. Esse resultado é agravado pela perda de água, que subiu para 30,3% (2022), 26,9% acima do início da série, ficando próxima da mediana nacional (29,9%) mas evidenciando ineficiência crescente na distribuição, o que pressiona ainda mais a cobertura efetiva do serviço.
No esgotamento sanitário, a coleta atingiu 86,9% em 2021, próxima da mediana nacional (87,8%) e bem acima da média estadual (67,1%), um ponto positivo. Contudo, o tratamento de esgoto, mesmo com forte avanço de +120,3% entre 2021 e 2022, alcançou apenas 23,2%, abaixo da mediana nacional (37,7%) e do Tocantins (45,5%). Essa lacuna entre coleta e tratamento indica que grande parte do esgoto coletado ainda não recebe destinação adequada, com potencial impacto em corpos hídricos e na saúde pública. Some-se a isso que 27,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 70 (pior) nesse quesito — embora represente melhora de 27% frente a 2010.
Do ponto de vista de emissões, Taguatinga apresenta perfil preocupante: as emissões totais de GEE somaram 1.276.418 tCO₂e em 2024, alta de 65% desde 2010, situando o município no percentil 92 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e destinação inadequada, alcançaram 8.068 tCO₂e (2024), 46,6% acima de 2010 e acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram 77,3% no período, para 30.313 tCO₂e, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,799), sugerindo perspectiva relativamente favorável no longo prazo, embora os registros de seca (2 ocorrências em 2016) indiquem vulnerabilidade pontual já observada. Em síntese, o município demanda atenção prioritária para ampliar tratamento de esgoto e destinação adequada de resíduos, reduzir perdas na distribuição de água e conter a trajetória de crescimento das emissões, que já superam significativamente os patamares nacionais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
25.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
24.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
7 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
7 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.276.418 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.068 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
30.313 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
