ImperatrizMA
285.146 habitantes · IBGE 2105302
Resumo socioambiental
Imperatriz apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços em coleta de resíduos sólidos, mas fragilidades estruturais em saneamento básico e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 83,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (59,6%, percentil 61), mas essa oferta é comprometida por perdas físicas de 70,5%, um dos piores indicadores do país (percentil 97, contra mediana nacional de 29,9%) — ou seja, boa parte da água captada e tratada não chega ao consumidor, gerando ineficiência operacional e pressão desnecessária sobre os mananciais.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município: a coleta de esgoto caiu para 31,8% em 2021 (retração de 10,6% no período), bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo do estado (33,9%), posicionando Imperatriz no percentil 17 nacional. O tratamento de esgoto, embora esteja na mediana nacional (38,0% em 2022 vs. 37,7%), recuou quase 20% desde 2008, refletindo estagnação de investimentos — o município opera com apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, mas muito aquém das 14 unidades típicas do estado. Em contraste, a gestão de resíduos sólidos domiciliares evoluiu positivamente: a cobertura de coleta chegou a 94,8% em 2022 (percentil 90) e o destino inadequado caiu para 3,5%, uma redução de 56,4% desde 2010, indicando gestão municipal mais eficaz nesse eixo do que no saneamento hídrico.
O componente mais alarmante do dossiê é a matriz de emissões de GEE, que somou 1.883.441 tCO₂e em 2024, com alta de 50,1% desde 2010, situando o município no percentil 95 nacional. O motor dessa trajetória é o setor de energia, cujas emissões triplicaram (+176,4%) no período, associado à operação de uma usina térmica fóssil de 256 MW — desproporcional à capacidade solar instalada, de apenas 630 kW (percentil 42, abaixo da mediana nacional de 960 kW). As emissões de resíduos também cresceram 39,5%, acompanhando a maior cobertura de coleta, mas em ritmo que merece monitoramento diante da ausência de tratamento adequado de esgoto, que pode agravar a carga orgânica lançada no ambiente.
Em síntese, Imperatriz avançou na universalização da coleta de resíduos e reduziu destinos inadequados, mas enfrenta desafios estruturais graves em perdas de água, esgotamento sanitário e dependência de geração termelétrica fóssil. A segurança hídrica projetada para 2035 (índice 3.000) já está abaixo da mediana nacional (4.000), sinalizando que, sem investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento e diversificação da matriz energética, os indicadores ambientais tendem a se deteriorar nas próximas décadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
28.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
36.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
71.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
256 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
630 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
630 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.883.441 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
194.482 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.247.477 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
