Magalhães de AlmeidaMA

14.001 habitantes · IBGE 2106300

IA

Resumo socioambiental

Magalhães de Almeida/MA apresenta quadro socioambiental misto, com avanço notável no abastecimento de água, mas fragilidades persistentes em esgotamento sanitário e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, salto expressivo ante os 23,1% de 2019, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (59,6%), colocando o município no percentil 100. Contudo, essa universalização convive com perda de água elevada, de 45,1% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo da UF (56,3%) —, indicando ineficiência operacional que compromete parte do ganho de cobertura e eleva custos de produção.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico. Apenas 49,7% dos domicílios têm coleta (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 15, apesar da melhora frente aos 32,8% de 2010. O destino inadequado de dejetos ainda atinge 38,2% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à UF (29,4%), situando o município no percentil 84 — entre os piores do país nesse quesito. O município conta com apenas 1 ETE (2020), no patamar mediano nacional, mas muito aquém das 14 unidades da UF, o que ajuda a explicar a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada, com risco direto à qualidade da água e à saúde pública.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 427.822 tCO₂e em 2024, alta de 73,6% desde 2010, no percentil 77 nacional. As emissões de resíduos cresceram 73,8% no período, alcançando 7.600 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e coerentes com a debilidade da gestão de esgoto e coleta observada acima. Já as emissões de energia caíram para 11.315 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), após recuo acentuado frente aos 22.279 tCO₂e de 2023.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia e seca (2 ocorrências cada, 2016), com percentis 87 e 64 respectivamente, sinalizando maior exposição a extremos que a média nacional. O índice de segurança hídrica projetado é de 3,0 (2035), inferior à mediana nacional (4,0), embora superior à média da UF (2,714). Em conjunto, os dados indicam que o avanço no acesso à água não foi acompanhado por infraestrutura de esgotamento e eficiência operacional equivalentes, exigindo investimentos prioritários em coleta e tratamento de esgoto para reduzir riscos ambientais e as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2022

266.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.2%

2024

41
55.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.7%

2022

15
51.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.2%

2022

16
43.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

427.822 tCO₂e

2024

23
73.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.600 tCO₂e

2024

43
73.8% no período

Emissões de energia

SEEG

11.315 tCO₂e

2024

61
22.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.