Olho d'Água das CunhãsMA

18.295 habitantes · IBGE 2107407

IA

Resumo socioambiental

Olho d'Água das Cunhãs apresenta quadro crítico de saneamento básico, com cobertura de água de apenas 10,3% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 1 do país, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A série histórica mostra estagnação em patamares baixos desde 2008, sem sinais de melhoria estrutural. Em contrapartida, a perda de água na distribuição caiu para 11,2% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e do índice estadual (56,3%), o que sugere que, apesar da baixíssima cobertura, a rede existente opera com eficiência relativamente boa — um ponto positivo pontual em um cenário geral adverso.

No manejo de resíduos, a coleta domiciliar evoluiu de 45,6% (2010) para 69,1% (2022), avanço expressivo de +51,5%, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,9%), embora superior à média maranhense (65,5%). O destino inadequado de resíduos também recuou de 54,4% para 27,7% no mesmo período, indicando progresso real, porém o valor permanece quase o dobro da mediana brasileira (14,9%), ainda que próximo do patamar estadual (29,4%). Essa lacuna na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram +42,4% entre 2010 e 2024, atingindo 7.812 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 60 — coerente com a cobertura de coleta ainda incompleta.

O balanço de emissões totais de GEE preocupa: o município saltou de 407.525 tCO₂e (2010) para 541.041 tCO₂e em 2024 (+32,8%), com pico de 866.868 tCO₂e em 2022, situando-se no percentil 81 nacional — entre os municípios mais emissores do país, mesmo sendo pequeno em população. As emissões de energia, ao contrário, caíram -8,1% no período, para 16.455 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que indica que o principal vetor de emissões não é energético, mas provavelmente ligado a uso da terra ou agropecuária, dado o peso do total frente aos setores de energia e resíduos combinados.

Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, inferior à mediana nacional (4,000) e também abaixo da média estadual (2,714), posicionando o município no percentil 14 — um alerta para vulnerabilidade hídrica futura que se soma à já precária cobertura de água tratada. Não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a análise de eventos extremos. Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento insuficiente, especialmente em abastecimento de água, com trajetória crescente de emissões, exigindo priorização de investimentos em ampliação da rede de água e em gestão de resíduos sólidos para reverter os indicadores mais críticos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.9%

2024

28
56.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.1%

2022

38
51.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.7%

2022

29
49.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

541.041 tCO₂e

2024

19
32.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.812 tCO₂e

2024

42
42.4% no período

Emissões de energia

SEEG

16.455 tCO₂e

2024

53
8.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.