Colônia do GurguéiaPI
6.287 habitantes · IBGE 2202752
Resumo socioambiental
Colônia do Gurguéia/PI apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para a fragilidade estrutural do saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 38,7% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 11 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Mais grave ainda é o índice de perda de água, que saltou para 76,0% em 2022, um salto expressivo frente aos ~46-48% registrados entre 2017 e 2021, colocando o município no percentil 98 nacional (pior situação possível). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda indica ineficiência severa na gestão hídrica, com grande volume de água tratada sendo desperdiçado enquanto parte da população permanece sem acesso adequado.
Na área de resíduos sólidos houve avanço relevante: a coleta domiciliar de lixo cresceu de 43,1% (2010) para 58,2% (2022), e o destino inadequado de resíduos caiu de 56,9% para 16,4% no mesmo período — redução de 71,2%, aproximando o município da mediana nacional (14,9%) e superando a média do Piauí (26,3%, percentil 53). Contudo, essa melhora na gestão de resíduos não se refletiu nas emissões do setor, que cresceram 97,1% entre 2010 e 2024, atingindo 3.828 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que merece monitoramento.
O quadro de emissões totais de GEE é o ponto mais crítico da análise: o município saltou de 32.354 tCO₂e (2010) para 94.017 tCO₂e em 2024, alta de 190,6%, impulsionada principalmente pelo setor de energia, que quase triplicou no período (+190,4%, atingindo 17.038 tCO₂e). Mesmo assim, o total de emissões ainda situa o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 38), mas a tendência de crescimento acelerado nos últimos três anos (2022-2024) é um alerta para a gestão local.
Por fim, os indicadores hídricos reforçam a vulnerabilidade ambiental: o índice de segurança hídrica de 2,0 (2035, projeção ANA) está muito abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (2,942), no percentil 14 — entre os mais baixos do país. Combinado aos registros de seca (8 ocorrências em 2016, percentil 83 na UF) e cheia (1 registro, percentil 76), esse cenário indica que o município enfrenta simultaneamente escassez estrutural de água tratada, alta ineficiência na distribuição e exposição a eventos climáticos extremos, exigindo investimento prioritário em infraestrutura de abastecimento e redução de perdas no sistema.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.1%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
48.0%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
94.017 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.828 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
17.038 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
