CorrentePI

28.275 habitantes · IBGE 2202901

IA

Resumo socioambiental

O saneamento básico de Corrente/PI apresenta quadro preocupante, especialmente no componente de esgotamento sanitário. A cobertura de água chegou a 71,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente inferior à média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 44 — mas com recuo relevante frente ao pico de 89,0% registrado em 2020, sinalizando possível deterioração recente do sistema. A coleta de esgoto é crítica: apenas 24,6% (2021), muito aquém da mediana nacional de 87,8% e mesmo abaixo da média estadual de 43,5% (percentil 14), com o tratamento cobrindo apenas 18,8% dos efluentes (2022) e sustentado por uma única ETE em operação. Essa fragilidade se reflete nos domicílios: 35,8% têm destino inadequado de esgoto (2022), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média do Piauí, evidenciando risco sanitário e ambiental significativo para a população.

A perda de água na distribuição agrava o quadro operacional do sistema, atingindo 54,8% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (46,4%), colocando o município no percentil 88 (pior faixa do país). Essa ineficiência operacional, combinada à baixa cobertura de esgotamento, sugere que os investimentos em saneamento não têm sido suficientes para reduzir perdas nem ampliar o tratamento, apesar de avanços pontuais na cobertura de água ao longo da série histórica.

No eixo climático, as emissões de GEE do município somaram 1.592.981 tCO₂e em 2024, com alta de 81,7% desde 2010, situando Corrente no percentil 93 nacional — um patamar muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, que guardam relação direta com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, atingiram 15.421 tCO₂e (percentil 79), enquanto as emissões de energia cresceram 143,7% no período, chegando a 66.913 tCO₂e (percentil 75). Esse crescimento consistente em todas as frentes de emissões contrasta com a estagnação dos indicadores de saneamento, indicando que o desenvolvimento local não tem sido acompanhado de mitigação ambiental proporcional.

Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (2,942), posicionando o município no percentil 14 — um alerta para a gestão hídrica futura. Os registros de seca observada (7 ocorrências em 2016) reforçam a vulnerabilidade climática da região. Em conjunto, os indicadores apontam para a necessidade urgente de investimentos estruturantes em esgotamento sanitário e redução de perdas de água, com potencial de gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência hídrica e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.9%

2023

6.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

12.4%

2023

1.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.9%

2023

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.7%

2023

20.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.4%

2022

30
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.8%

2022

19
9.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.592.981 tCO₂e

2024

7
81.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.421 tCO₂e

2024

22
69.7% no período

Emissões de energia

SEEG

66.913 tCO₂e

2024

25
143.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.