CurimatáPI

11.552 habitantes · IBGE 2203206

IA

Resumo socioambiental

Curimatá/PI apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com retrocessos recentes em saneamento que merecem atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água chegou a 95,1% em 2020, mas recuou para 73,9% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito próxima da média estadual (73,0%), no percentil 47. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que também reverteu a trajetória de melhora observada até 2021 (20,1%) e saltou para 45,7% em 2022 — valor superior à mediana nacional (29,9%) e próximo do patamar da UF (46,4%), posicionando o município no percentil 79, entre os piores do país. Essa combinação sugere possível falha operacional ou de manutenção na rede, que compromete tanto a eficiência do sistema quanto a universalização do acesso.

No saneamento de esgoto, o cenário também é desafiador: apenas 61,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), no percentil 28. Ainda mais crítico é o destino inadequado de dejetos, que atinge 33,5% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (26,3%), no percentil 79. Essa deficiência sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos do município, que cresceram 40,7% desde 2010, atingindo 5.283 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE do município cresceram 51,6% entre 2010 e 2024, alcançando 321.560 tCO₂e, patamar mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Curimatá no percentil 72. O salto expressivo entre 2021 (104.228 tCO₂e) e 2022 (326.541 tCO₂e) indica mudança estrutural na matriz de emissões, possivelmente ligada a uso do solo ou agropecuária, já que as emissões de energia (16.715 tCO₂e) e resíduos permanecem próximas ou abaixo da mediana nacional.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou 11 ocorrências de seca em 2016, patamar inferior à média estadual (2.068), mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,0) fica abaixo da mediana nacional (4,0) e ligeiramente acima da UF (2,942), no percentil 50 — um sinal de vulnerabilidade moderada que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento para reverter as perdas recentes e conter o crescimento das emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.2%

2023

4.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.6%

2023

35.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.6%

2022

28
10.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

21
24.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

321.560 tCO₂e

2024

28
51.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.283 tCO₂e

2024

56
40.7% no período

Emissões de energia

SEEG

16.715 tCO₂e

2024

52
86.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.