Monsenhor GilPI
10.455 habitantes · IBGE 2206407
Resumo socioambiental
Monsenhor Gil apresenta um quadro de saneamento básico frágil e defasado em relação ao restante do país. A cobertura de água atingiu 59,1% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 29 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Chama atenção a queda recente nesse indicador, que havia alcançado 72,1% em 2020 e recuou para 59,1% em 2022, mesmo com variação positiva de +24,1% desde 2008. A perda de água na distribuição, de 40,0% em 2022, também é superior à mediana nacional (29,9%), colocando o município no percentil 71 (pior que 71% dos municípios), embora ainda seja inferior à média estadual (46,4%).
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do diagnóstico. A coleta de esgoto está estagnada em 25,3% desde 2010, sem atualização na série, e o tratamento permanece em 0,0% também desde 2010 — ambos muito distantes das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e mesmo da média estadual (43,5% e 25,7%). Os dados do Censo IBGE confirmam esse cenário: apenas 57,4% dos domicílios têm coleta de resíduos em 2022 (percentil 23), enquanto 37,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à estadual (26,3%), situando o município no percentil 83 de piores indicadores. A ausência de tratamento de esgoto e o alto índice de destinação inadequada de resíduos são coerentes com o crescimento de +82,9% nas emissões de resíduos (SEEG) entre 2010 e 2024, atingindo 7.161 tCO₂e — acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 240.215 tCO₂e em 2024, com variação de -0,6% desde 2010: valor superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 65. As emissões de energia, embora tenham recuado -16,5% no período, ainda são quase três vezes a mediana nacional (52.642 vs. 18.929 tCO₂e, percentil 71), sinalizando ineficiência na matriz energética local frente ao padrão nacional.
Quanto a eventos hidrológicos, os registros de 2016 mostram exposição relevante a extremos: 2 registros de cheia e 7 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), posicionando o município nos percentis 87 e 81, respectivamente — indicando vulnerabilidade superior à maior parte do país. Em contraste, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (2,942), sugerindo que, apesar dos desafios estruturais de saneamento, as perspectivas de disponibilidade hídrica futura são relativamente favoráveis. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em coleta e tratamento de esgoto e em gestão de resíduos sólidos, dado seu vínculo direto com as emissões de GEE e a exposição a eventos extremos já registrados no município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
51.2%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
25.3%
2010
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2010
Perda de água
SNIS/SINISA
54.9%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
37.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
240.215 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.161 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
52.642 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
