Santa Cruz do PiauíPI

5.928 habitantes · IBGE 2209104

IA

Resumo socioambiental

Santa Cruz do Piauí apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços em saneamento no longo prazo, mas sinais de reversão recente e uma trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 74,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente acima da média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 47. Apesar do avanço de 18,2 pontos percentuais desde 2008, houve queda expressiva frente ao pico de 86,2% em 2020, indicando possível deterioração recente da gestão do sistema. A perda de água, de 49,6% em 2022, é um dos pontos mais críticos: muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (46,4%), colocando o município no percentil 84 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que sugere ineficiência operacional relevante mesmo com investimentos em ampliação de cobertura.

No esgotamento sanitário, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 74,7% em 2022 (percentil 46, próximo à mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de dejetos caiu para 25,3%, uma melhora de quase 29% desde 2010, mas ainda superior à mediana nacional (14,9%) e próxima à média estadual (26,3%, percentil 68). Essa lacuna de saneamento ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 3.514 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 34) e com crescimento mais contido (+41,5% desde 2010) frente a outros setores.

O dado mais alarmante é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 83.169 tCO₂e em 2022 para 288.636 tCO₂e em 2024, um crescimento de 225% na década e mais que o triplo em dois anos, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 69. Esse aumento não é explicado pelos setores de resíduos ou energia, que cresceram de forma comedida (3.961 tCO₂e em 2024, percentil 16, abaixo da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), apontando para uso da terra e agropecuária como prováveis vetores principais — tema que demanda investigação e monitoramento específico.

Quanto a recursos hídricos, o município registrou 10 ocorrências de seca em 2016, acima da mediana nacional (0) e mais próximo do total estadual (2.068, percentil 86), sem registros de cheias no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) mas superior à média estadual (2,942), situando o município no percentil 50. Combinados, os indicadores de perdas de água elevadas, histórico de seca e segurança hídrica mediana reforçam a necessidade de priorizar investimentos em eficiência da rede de abastecimento e resiliência climática, paralelamente ao esforço de conter o crescimento acelerado das emissões totais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.6%

2023

1.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

51.5%

2023

3.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.7%

2022

46
15.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.3%

2022

32
28.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

288.636 tCO₂e

2024

31
225.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.514 tCO₂e

2024

70
41.5% no período

Emissões de energia

SEEG

3.961 tCO₂e

2024

84
131.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.