São Miguel do TapuioPI
17.902 habitantes · IBGE 2210409
Resumo socioambiental
São Miguel do Tapuio/PI apresenta indicadores de saneamento consideravelmente abaixo dos padrões nacionais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu apenas 33,4% em 2022, muito distante da mediana nacional (76,5%) e mesmo da média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 8 — entre os piores do país. A coleta de esgoto, com 29,4% (2020), também fica muito aquém da mediana nacional (87,8%) e da UF (43,5%), e o quadro se agrava com o tratamento de esgoto zerado desde 2016, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7%. Coerente com essa lacuna, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos chegou a 44,1% em 2022 — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e no percentil 89 —, embora tenha recuado de 58,2% em 2010, indicando avanço lento porém insuficiente.
A perda de água na distribuição, de 34,5% em 2022, piorou significativamente após o mínimo histórico de 15,5% em 2021, revertendo uma tendência de melhora e ficando acima da mediana nacional (29,9%), ainda que abaixo do patamar médio do Piauí (46,4%). Essa oscilação sugere fragilidade operacional do sistema de abastecimento, que convive com estagnação da cobertura de água desde 2017 (patamar entre 33% e 39%), sem sinais de investimento estrutural capaz de reverter o quadro.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE cresceram 29,8% entre 2023 e 2024, atingindo 595.078 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 83. As emissões de energia mais que dobraram na década (+137,2%), refletindo maior consumo energético, enquanto as emissões de resíduos cresceram 32,9% desde 2010, acompanhando o déficit crônico de tratamento de esgoto e destinação inadequada de dejetos — uma relação direta entre a carência de saneamento básico e o aumento da pegada de carbono municipal.
Quanto à vulnerabilidade hídrica, o município registrou eventos de seca expressivos (15 registros em 2016, percentil 95) e ao menos um episódio de cheia, mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,0) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (2,942), sugerindo perspectiva relativamente favorável nesse aspecto específico, desde que investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de perdas sejam priorizados para reduzir os riscos ambientais e sociais identificados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
33.8%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.0%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
57.6%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
595.078 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.300 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.108 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
