AlcântarasCE
11.754 habitantes · IBGE 2300507
Resumo socioambiental
Alcântaras/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água, embora tenha saltado para 53,5% em 2022 (alta de 183,9% frente à série histórica), ainda posiciona o município no percentil 23 nacional, distante da mediana do Brasil (76,5%) e da própria média estadual (69,9%). A situação de esgotamento sanitário é mais grave: a coleta atinge apenas 34,3% (2021, percentil 19) e o tratamento caiu para 19,7% em 2022 — recuo de 64,1% em relação ao pico de 55% registrado em 2010 —, ainda que próximo da mediana nacional (37,7%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito aquém da capacidade instalada média do Ceará (260 unidades).
O descompasso entre infraestrutura formal e realidade domiciliar é acentuado: os domicílios com coleta de esgoto pela ótica do Censo caíram de 46,4% (2010) para apenas 17,0% (2022), colocando Alcântaras no percentil 1 nacional — uma das piores posições do país. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 18,8% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (14,6%). A perda de água na distribuição, de 25,3% (2022), embora tenha recuado frente ao pico de 36,6% em 2021, ainda representa desperdício relevante em um contexto de baixa cobertura, evidenciando ineficiência operacional que compromete a ampliação do acesso.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 24.552 tCO₂e em 2024, com alta de 95,6% desde 2010, mas o município permanece no percentil 9 nacional, refletindo escala pequena de emissões frente à mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que mais que quadruplicaram (+314,7%) na série, e das emissões de resíduos, que subiram 60,4% e já superam a mediana nacional (5.829 tCO₂e ante 5.787 tCO₂e) — tendência coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que pressiona a geração de resíduos e efluentes não tratados.
Do ponto de vista hídrico-climático, o município registrou 12 ocorrências de seca observada em 2016, no percentil 90 nacional, sinalizando vulnerabilidade estrutural à escassez hídrica, e apresenta índice de segurança hídrica de 2,0 (projeção 2035), abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (2,652), no percentil 14. Esse cenário reforça a urgência de investimentos articulados em saneamento e gestão hídrica, já que a fragilidade na infraestrutura de água e esgoto tende a agravar os riscos de seca e comprometer a resiliência climática do município a médio prazo.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
12.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
18.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
17.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
17.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
24.552 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.829 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.681 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
