BanabuiúCE

17.654 habitantes · IBGE 2301851

IA

Resumo socioambiental

Banabuiú apresentou avanço expressivo na cobertura de água, que saltou de 50,0% em 2020 para 84,7% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e o Ceará (69,9%), posicionando o município no percentil 62. Contudo, esse ganho veio acompanhado de forte deterioração na perda de água na distribuição, que passou de 21,7% para 46,3% no mesmo intervalo — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima do próprio estado (38,5%), colocando o município no percentil 80 (pior). Esse padrão sugere que a expansão da rede não veio acompanhada de investimento proporcional em manutenção e controle de perdas, um risco à sustentabilidade do sistema.

O saneamento básico permanece como principal fragilidade estrutural. A coleta domiciliar de resíduos atinge apenas 57,7% dos domicílios (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do Ceará (77,1%), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda afeta 41,5% dos domicílios — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e o dado estadual (14,6%), situando o município no percentil 87 entre os piores do país. Essa lacuna sanitária tem reflexo direto nas emissões: o setor de resíduos gerou 9.291 tCO₂e em 2024, com crescimento constante desde 2010 (+53,3%), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e colocando Banabuiú no percentil 66.

As emissões totais de GEE também cresceram de forma acentuada, atingindo 201.165 tCO₂e em 2024 (+26,2% desde 2010), acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 60. O setor energético foi o de maior variação relativa, dobrando de 9.284 para 18.601 tCO₂e entre 2010 e 2024, embora próximo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 50). Do lado hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,0, igual à mediana nacional e muito superior à média estadual (2,652), indicando perspectiva relativamente favorável quanto à disponibilidade de água, apesar do histórico de seca severa registrado em 2016 (23 ocorrências, percentil 100 no estado).

Em síntese, Banabuiú avançou no acesso à água tratada, mas enfrenta desafios crescentes de eficiência na distribuição, cobertura de coleta de resíduos e destinação de esgoto, fatores que pressionam as emissões municipais e demandam investimento coordenado em infraestrutura de saneamento para consolidar os ganhos already alcançados no abastecimento.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.7%

2022

62
82.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.3%

2022

20
245.9% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.7%

2022

23
18.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.5%

2022

13
19.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

201.165 tCO₂e

2024

40
26.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.291 tCO₂e

2024

34
53.3% no período

Emissões de energia

SEEG

18.601 tCO₂e

2024

50
100.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

23

2016

0
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.