EusébioCE
80.304 habitantes · IBGE 2304285
Resumo socioambiental
Eusébio/CE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração, contrastando com uma gestão de resíduos sólidos domiciliares relativamente eficiente. A cobertura de água caiu para 52,3% em 2022 (variação de -0,6% no período, mas bem abaixo dos 86,7% observados em 2011), posicionando o município no percentil 22 nacional, abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da média cearense (69,9%). A perda de água na distribuição, por sua vez, é crítica: 46,2% em 2022, no percentil 80 (quanto maior, pior), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (38,5%), o que indica ineficiência operacional significativa na rede — possivelmente relacionada à própria queda na cobertura de atendimento.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Apesar do crescimento expressivo em termos relativos (+132,2% na coleta e +502,8% no tratamento desde 2008), os patamares absolutos permanecem muito baixos: apenas 14,1% de coleta (2021) e 13,0% de tratamento (2022), nos percentis 9 e 36 respectivamente — muito aquém da mediana nacional (87,8% e 37,7%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, sugerindo que a infraestrutura existente é subutilizada ou insuficiente frente à demanda populacional de mais de 80 mil habitantes.
Em contraposição, a gestão de resíduos sólidos domiciliares é um destaque positivo: cobertura de coleta de 96,9% (2022, percentil 96) e destinação inadequada residual de apenas 0,5% (percentil 4, quanto menor, melhor), com queda de 91,6% desde 2010. Contudo, essa eficiência na coleta não se traduz em baixas emissões — as emissões de resíduos (GEE) somaram 50.721 tCO₂e em 2024, no percentil 94 nacional, crescimento de 155,6% desde 2010, indicando que o volume de resíduos gerados (e possivelmente disposto sem tratamento adequado do metano) é proporcionalmente elevado para o porte do município.
O componente energético agrava o quadro de emissões totais: as emissões de energia atingiram 513.253 tCO₂e em 2024 (percentil 96, alta de 640,3% desde 2010), impulsionando o total de GEE do município a 617.062 tCO₂e (percentil 84). A matriz local permanece dependente de fontes fósseis, com potência térmica estagnada em 800 kW e potência solar irrisória de apenas 20 kW desde 2019 (percentil 4), evidenciando ausência de transição energética. Adicionalmente, o índice de segurança hídrica de 2,000 (2035, percentil 14) está bem abaixo da mediana nacional (4,000), reforçando a necessidade de investimentos articulados em saneamento, eficiência hídrica e diversificação energética para reverter as tendências de deterioração ambiental identificadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
23.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
17.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
820 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
20 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
20 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
617.062 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
50.721 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
513.253 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
