FortalezaCE
2.574.412 habitantes · IBGE 2304400
Resumo socioambiental
Fortaleza recebeu, em 2026, investimento público de R$ 61,3 milhões, valor idêntico à mediana estadual e que posiciona o município no percentil 95 nacional — muito acima da mediana brasileira de R$ 3,1 milhões. Esse aporte relevante, no entanto, ainda não se traduz em avanços consistentes no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 84,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (69,9%), mas a série histórica mostra oscilação e recuo frente aos picos de 2011 (98,8%). A perda de água, por sua vez, chegou a 36,6% em 2022 — indicador negativo que, apesar de melhora recente, permanece acima da mediana nacional (29,9%), sinalizando ineficiência na distribuição que compromete parte do ganho de cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto atingiu apenas 56,0% em 2021, bem abaixo da mediana nacional (87,8%), embora supere a mediana da própria UF (40,3%), posicionando o município no percentil 29 nacional. O tratamento de esgoto, com 60,8% em 2022, supera tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (35,3%), resultado coerente com a robusta infraestrutura de 102 ETEs registradas em 2020 — muito acima da mediana nacional de 1 unidade, embora aquém das 260 unidades da UF. Essa combinação de baixa coleta com tratamento relativamente eficiente sugere gargalo concentrado na rede coletora, não na capacidade de tratamento instalada.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: 95,1% de domicílios com coleta (2022, percentil 91) e apenas 0,4% com destino inadequado (percentil 3, entre os melhores do país). Contudo, esse desempenho contrasta fortemente com as emissões de GEE do setor de resíduos, que somaram 2.595.141 tCO₂e em 2024, um salto de +84,7% desde 2010, colocando Fortaleza no percentil 100 nacional — o maior valor do país nessa categoria. Essa contradição indica que, apesar da boa cobertura de coleta, o destino final dos resíduos (provavelmente aterro/lixão sem captura de metano) gera impacto climático desproporcional, exigindo atenção prioritária dos gestores.
No balanço energético e climático geral, as emissões totais de GEE somaram 6.544.330 tCO₂e em 2024 (percentil 99, +15,7% desde 2010), com emissões de energia em queda (-7,3%) parcialmente compensando o crescimento do setor de resíduos. A matriz de geração local é pouco diversificada, com potência solar e eólica marginais (5 MW e 2 MW, respectivamente) frente a 22 MW de geração térmica fóssil. Por fim, o índice de segurança hídrica de 2,000 (2035) está abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (2,652), no percentil 14 — sinal de vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos articulados em redução de perdas de água, expansão da coleta de esgoto e gestão adequada de resíduos.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
29 MW total
Investimento público
PNCP
R$ 61.3 mi
2026
Cobertura de água
SNIS/SINISA
84.1%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
56.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
60.8%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
102
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.6%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Emissões de GEE
SEEG
6.544.330 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.595.141 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.907.713 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
