JaguaruanaCE
33.070 habitantes · IBGE 2307007
Resumo socioambiental
Jaguaruana apresenta um quadro de saneamento marcado por avanço recente no abastecimento de água, mas com déficit crítico em esgotamento sanitário. A cobertura de água saltou para 79,0% em 2022, revertendo uma década de estagnação (o índice ficou entre 35% e 50% de 2008 a 2021) e superando a mediana nacional (76,5%) e a média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 54. Em contrapartida, a coleta de esgoto permanece em apenas 15,0% (último dado de 2017) e o tratamento é nulo (0,0%), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e 37,7%, respectivamente — uma lacuna estrutural que expõe a população a riscos sanitários e ambientais. A perda de água na distribuição, de 44,6% em 2022, também é elevada frente à mediana nacional (29,9%) e à do Ceará (38,5%), colocando o município no percentil 78 (pior perfil), o que sugere ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na ampliação da cobertura.
No manejo de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: a coleta atende 91,2% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (77,1%), com percentil 80, enquanto o destino inadequado caiu de 25,1% (2010) para 8,0% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, esse avanço na coleta não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 44,6% entre 2010 e 2024, atingindo 19.011 tCO₂e — quase quatro vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 83. Essa combinação indica que a ampliação da coleta pode estar direcionando mais resíduos a disposição final inadequada ou sem tratamento adequado de gases, exigindo atenção à destinação final.
Em emissões totais de GEE, o município registrou 180.375 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 57), com trajetória oscilante ao longo da série. As emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+115,3%), chegando a 33.820 tCO₂e, quase o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Paradoxalmente, o município mantém 200 MW de potência solar instalada desde 2010, muito acima da mediana nacional (960 kW) e no percentil 94 — capacidade expressiva que não impediu o crescimento das emissões energéticas, sugerindo descompasso entre geração renovável e o perfil de consumo ou matriz local.
Do ponto de vista hídrico, Jaguaruana registrou eventos de seca expressivos em 2016 (15 registros, percentil 95) e um índice de segurança hídrica projetado de 3,0 para 2035, abaixo da mediana nacional (4,0), embora acima da média estadual (2,652). Esse cenário reforça a necessidade de investimentos coordenados em esgotamento sanitário e eficiência na distribuição de água, áreas que hoje representam os principais gargalos socioambientais do município.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
200 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
15.0%
2017
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2017
Perda de água
SNIS/SINISA
44.6%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.0%
2022
Emissões de GEE
SEEG
180.375 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
19.011 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
33.820 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
200 MW
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
