JatiCE

8.100 habitantes · IBGE 2307205

IA

Resumo socioambiental

Jati/CE apresenta quadro saneamento-ambiental preocupante em múltiplas frentes. A cobertura de água atingiu 53,5% em 2022, com alta de +55,2% desde 2008, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (69,9%), posicionando o município no percentil 23 do país. Mais grave é a perda de água, que saltou para 53,9% em 2022 (+111,9% desde 2008), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto o Ceará (38,5%), colocando o município no percentil 88 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, o que sugere ineficiência operacional crescente na rede de distribuição, mesmo com aumento nominal da cobertura.

No esgotamento sanitário, a coleta chegou a 100,0% em 2021, resultado excelente e acima da mediana nacional (87,8%) e muito superior à média cearense (40,3%), levando o município ao percentil 100. Contudo, esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento: 0,0% em 2022, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 35,3% (percentil 25). Essa lacuna indica que o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que pode explicar em parte a pressão sobre recursos hídricos locais e reforça a necessidade de investimento em estações de tratamento, já que a infraestrutura de coleta está consolidada.

No eixo de resíduos, os domicílios com coleta avançaram para 68,3% em 2022 (+25,1% desde 2010), mas ainda ficam abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (77,1%). O destino inadequado de resíduos caiu de 45,4% para 16,9% entre 2010 e 2022, melhora expressiva, embora ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%). As emissões de resíduos cresceram para 4.452 tCO₂e em 2024 (+48,1% desde 2010), abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), indicando que a ampliação da coleta não gerou pressão emissora desproporcional.

O panorama climático é o ponto mais crítico: as emissões totais de GEE somaram 102.379 tCO₂e em 2024, com alta de +211,7% desde 2010, impulsionadas principalmente pelo setor de energia, que disparou +1.484,6% no período, atingindo 74.469 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 77. Esse crescimento energético é o principal motor da elevação das emissões municipais, superando o efeito de resíduos e demandando atenção em políticas de eficiência e matriz energética. Somado a isso, o índice de segurança hídrica de 2,000 (2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (2,652), no percentil 14, o que, combinado aos registros históricos de seca (21 registros em 2016, percentil 99 no Brasil), reforça a vulnerabilidade hídrica estrutural do município e a urgência de ações integradas entre gestão de perdas, tratamento de esgoto e resiliência climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.2%

2024

32
70.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

30.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

41.6%

2024

26
41.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.3%

2022

37
25.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.9%

2022

46
62.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

102.379 tCO₂e

2024

59
211.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.452 tCO₂e

2024

62
48.1% no período

Emissões de energia

SEEG

74.469 tCO₂e

2024

23
1484.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

21

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.