MaranguapeCE

108.937 habitantes · IBGE 2307700

IA

Resumo socioambiental

Maranguape/CE apresenta em 2024 um quadro socioambiental marcado por baixíssima cobertura de saneamento e emissões de gases de efeito estufa crescentes e desproporcionais ao seu porte populacional. A coleta de esgoto atinge apenas 11,9% (2021), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e mesmo da mediana estadual de 40,3%, posicionando o município no percentil 7 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito. O tratamento de esgoto, em 12,2% (2022), também fica muito aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,3%), apesar de o município contar com 4 ETEs (2020), número que supera a mediana nacional de 1 unidade. Essa combinação de infraestrutura instalada com baixo desempenho operacional sugere subutilização ou ineficiência das estações existentes.

O abastecimento de água, em 71,7% (2022), está abaixo da mediana nacional (76,5%) mas próximo à média estadual (69,9%), com evolução histórica marcada por oscilações. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 43,3% (2022), valor superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (38,5%), colocando o município no percentil 76 (pior) do país — ou seja, quase metade da água tratada se perde antes de chegar ao consumidor, o que compromete a eficiência dos investimentos em ampliação de cobertura. Por outro lado, os indicadores domiciliares do Censo mostram avanço: a coleta de resíduos domiciliares atingiu 86,8% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu para 5,5% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%), indicando melhoria consistente na gestão de resíduos sólidos domiciliares desde 2010.

Essa melhora na gestão de resíduos sólidos contrasta, porém, com o aumento das emissões de GEE do setor de resíduos, que somaram 91.189 tCO₂e em 2024, valor 83,6% superior ao de 2010 e muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do Brasil. Esse padrão, junto com emissões totais de 494.212 tCO₂e (2024, +108,7% desde 2010, percentil 80) e emissões de energia de 94.430 tCO₂e (percentil 80), sugere que o crescimento urbano e populacional não veio acompanhado de infraestrutura de tratamento de esgoto e resíduos compatível, pressionando as emissões municipais acima do esperado para seu porte.

Por fim, os indicadores hídricos reforçam a vulnerabilidade do município: foram registrados 14 eventos de seca observada (2016, percentil 93, entre os piores do país) e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de apenas 1,000, muito inferior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (2,652), posicionando Maranguape no percentil 1 — situação crítica de risco hídrico futuro. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deve recair sobre a redução das perdas de água, a ampliação real da coleta e tratamento de esgoto (aproveitando a capacidade instalada das ETEs) e políticas de mitigação de

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.7%

2022

44
35.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

11.9%

2021

7
167.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.2%

2022

35
101.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

4

2020

95
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.3%

2022

24
47.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.8%

2022

70
3.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.5%

2022

74
65.4% no período

Emissões de GEE

SEEG

494.212 tCO₂e

2024

20
108.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

91.189 tCO₂e

2024

3
83.6% no período

Emissões de energia

SEEG

94.430 tCO₂e

2024

20
50.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

1.000

2035

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.