ApodiRN

37.390 habitantes · IBGE 2401008

IA

Resumo socioambiental

Apodi/RN apresenta quadro socioambiental abaixo da média nacional em saneamento, com sinais de deterioração recente em indicadores-chave. A cobertura de água atingiu 62,3% em 2022, patamar inferior à mediana nacional (76,5%) e à média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 33 do país. Mais preocupante é a trajetória: após atingir 84,1% em 2018, a cobertura recuou para 62,3% em 2022, revertendo parte do ganho acumulado. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 48,9% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima da própria UF (46,1%), colocando Apodi no percentil 83 (entre os piores do país). Embora tenha havido melhora frente ao pico histórico de 69,7% (2012), a perda voltou a subir desde 2017, o que sugere fragilidade na manutenção da infraestrutura hídrica concomitante à queda de cobertura.

No esgotamento sanitário, a situação é igualmente crítica: apenas 62,6% dos domicílios têm coleta (2022), praticamente estagnado desde 2010 (62,4%), e bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,4%), no percentil 29. O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 37,6% (2010) para 27,9% (2022), ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e do RN (9,3%), situando o município no percentil 71 — entre os piores do Brasil. Essa deficiência estrutural em saneamento ajuda a explicar o crescimento persistente das emissões de resíduos, que passaram de 13.991 tCO₂e (2010) para 16.255 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 80), evidenciando que os ganhos limitados em disposição de resíduos ainda não se traduziram em redução de emissões do setor.

O perfil de emissões totais de GEE do município é dominado por forte crescimento entre 2010 e 2014 (de 68.838 para 424.751 tCO₂e), seguido de patamar elevado e oscilante, fechando 2024 em 247.009 tCO₂e — 258,8% acima de 2010, ainda que 42% abaixo do pico de 2014. Esse valor supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 65), com destaque para as emissões de energia, que saltaram de 26.620 para 94.660 tCO₂e no período (percentil 80), refletindo provavelmente expansão de matriz energética local ou consumo, e reforçando a necessidade de políticas de eficiência energética junto à agenda de saneamento.

Por fim, os registros hidroclimáticos de 2016 indicam exposição a eventos extremos, com 2 registros de cheia e 12 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), embora abaixo dos totais absolutos da UF. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000) e muito próximo da média estadual (3,162), no percentil 50 — sinalizando que, sem intervenções em perdas de água, cobertura de esgoto e gestão de resíduos, o município tende a manter vulnerabilidade hídrica compatível

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.7%

2024

34
22.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.6%

2024

56
53.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.6%

2022

29
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.9%

2022

29
25.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

247.009 tCO₂e

2024

35
258.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.255 tCO₂e

2024

21
16.2% no período

Emissões de energia

SEEG

94.660 tCO₂e

2024

20
255.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.