BaraúnaRN
28.268 habitantes · IBGE 2401453
Resumo socioambiental
Baraúna/RN apresenta um quadro de saneamento intermediário e uma trajetória preocupante em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 71,0% em 2022, com avanço expressivo de +31,3% desde 2008, mas abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (79,8%), posicionando o município no percentil 43. Mais crítica é a perda de água, que chegou a 44,7% em 2022 — bem acima da mediana do país (29,9%) e próxima do patamar estadual (46,1%), colocando o município no percentil 78 nesse indicador negativo. Isso sugere que parte do esforço de ampliação da cobertura hídrica é comprometida por ineficiências na distribuição, um ponto que merece atenção prioritária da gestão local.
No saneamento de esgoto, a coleta domiciliar avançou para 79,1% em 2022 (percentil 54, acima da mediana nacional de 76,9%), mas ainda distante do padrão do Rio Grande do Norte (86,4%). O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 29,3% para 20,5% entre 2010 e 2022, permanece acima da mediana brasileira (14,9%) e do índice estadual (9,3%), indicando que parcela relevante da população ainda carece de tratamento adequado. Essa lacuna dialoga com a estrutura de destinação de resíduos: o município mantém apenas 1 unidade de destinação desde 2012, mesmo valor da mediana nacional, mas inferior ao padrão estadual (3 unidades), o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +21,1% entre 2010 e 2024, alcançando 11.968 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
O dado mais alarmante é o salto nas emissões de energia, que passaram de 22.291 tCO₂e (2010) para 245.050 tCO₂e em 2024, variação de +999,3%, situando Baraúna no percentil 91 nacional — muito acima da mediana do país (18.929 tCO₂e). Esse movimento impulsionou as emissões totais de GEE a 295.664 tCO₂e em 2024 (percentil 70), apesar de recuo em relação ao pico de 2017 (517.579 tCO₂e). Vale notar que a potência térmica fóssil instalada permanece estável em 400 kW desde 2013, valor muito inferior à mediana nacional (5 MW), o que indica que o crescimento das emissões energéticas provavelmente decorre de outras fontes ou atividades associadas, não de geração termelétrica local — um ponto que demanda investigação mais detalhada por parte da gestão municipal.
Em recursos hídricos, o município registrou eventos de cheia (1) e seca (7) em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), e sua segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana do Brasil (4,000) e ligeiramente abaixo do valor estadual (3,162). Combinando essa vulnerabilidade climática com as perdas de água já elevadas e o crescimento acentuado das emissões, recomenda-se que a gestão priorize a redução de perdas na rede de abastecimento, a expansão do tratamento de esgoto e uma auditoria sobre as fontes de emissão energética, de modo a alin
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
42.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
400 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
295.664 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.968 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
245.050 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
