ParnamirimRN

269.298 habitantes · IBGE 2403251

IA

Resumo socioambiental

Parnamirim apresenta um padrão socioambiental marcado por forte contraste entre abastecimento de água e saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 94,3% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 77. A perda de água também recuou de forma expressiva, caindo de 44,1% (2021) para 30,9% em 2022, redução de 51,7% desde o início da série — resultado que aproxima o indicador da mediana nacional (29,9%), embora ainda acima do ideal. Em contraposição, a coleta de esgoto está estagnada em patamar crítico: apenas 6,5% em 2021, muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (42,3%), colocando o município no percentil 5 do país. O tratamento de esgoto acompanha esse quadro, com 5,7% em 2022, também muito aquém da mediana nacional (37,7%).

Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 81,3% entre 2010 e 2024, atingindo 130.728 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), posicionando Parnamirim no percentil 98, entre os piores do país nesse quesito. Já as emissões totais de GEE caíram 31,2% no período (874.117 para 601.651 tCO₂e), puxadas principalmente pela redução nas emissões de energia (-41,0%), mas o crescimento consistente das emissões de resíduos indica que a falta de tratamento de esgoto e a gestão de destinação final continuam pressionando o balanço de carbono do município.

Do lado da gestão de resíduos sólidos domiciliares, o quadro é mais favorável: 92,8% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 0,4% têm destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e no percentil 2 (entre os melhores do país). Contudo, o município mantém apenas 1 unidade de destinação e 2 ETEs, número modesto frente ao padrão estadual (108 unidades de ETE). Na matriz energética, a potência solar instalada é pequena (5 MW, percentil 80 nacional em termos relativos, mas estagnada em valor absoluto desde 2023) e convive com potência térmica fóssil equivalente (5 MW). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de apenas 2,000, no percentil 14 nacional e abaixo da mediana do país (4,000) e do estado (3,162), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de esgotamento sanitário e diversificação da matriz energética local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.5%

2024

83
8.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.5%

2024

7
1049.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.1%

2024

32
976.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.6%

2024

71
66.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.8%

2022

84
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.4%

2022

98
67.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

80
35.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

80
35.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

601.651 tCO₂e

2024

17
31.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

130.728 tCO₂e

2024

2
81.3% no período

Emissões de energia

SEEG

454.028 tCO₂e

2024

5
41.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.