FlorâniaRN

10.528 habitantes · IBGE 2403806

IA

Resumo socioambiental

Florânia/RN apresenta um saneamento com desempenho misto, mas relativamente sólido em coleta e tratamento de esgoto frente ao cenário nacional. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, muito acima da mediana nacional (87,8%) e do próprio Rio Grande do Norte (42,3%), colocando o município no percentil 100. O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de patamares próximos a 100% (2008-2009) para 77,7% em 2022 — queda de 22,3 pontos percentuais no período —, ainda supera a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (34,3%), posicionando o município no percentil 75. Já a cobertura de água caiu para 75,4% em 2022 (variação de +2,0% no ano, mas abaixo dos picos de 100% em 2018), ficando próxima da mediana nacional (76,5%) e levemente abaixo da UF (79,8%), com percentil 49 — um indicador de estagnação relativa nesse componente.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que voltou a subir para 31,7% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo da média estadual (46,1%). Essa oscilação acentuada ao longo da série (de 2,0% em 2016 a 35,0% em 2014) sugere fragilidade operacional ou de monitoramento na rede, o que pode estar associado à queda simultânea no tratamento de esgoto — indicando possível gargalo de investimento ou manutenção de infraestrutura, apesar da boa cobertura formal de coleta. No âmbito domiciliar, a destinação inadequada de resíduos ainda atinge 17,8% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e do RN (9,3%), embora com melhora de 22,6% desde 2010.

Em emissões de GEE, Florânia mantém perfil de baixo impacto absoluto: 26.830 tCO₂e em 2024, muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 10. Contudo, chama atenção o crescimento das emissões de resíduos (+36,1% desde 2010, chegando a 4.624 tCO₂e em 2024) e de energia (+32,6%, 6.454 tCO₂e), ambas coerentes com a lacuna de tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos observada nos indicadores domiciliares. Essa trajetória ascendente, mesmo em bases nacionais moderadas, indica que a pressão ambiental do setor de saneamento está aumentando e merece atenção preventiva.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de seca (14 registros em 2016, percentil 93) e cheia (2 registros, percentil 87), sinalizando vulnerabilidade climática relevante frente ao restante do país. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo à média estadual (3,162), reforçando a necessidade de planejamento para resiliência hídrica de longo prazo, especialmente diante das oscilações já observadas na perda de água e cobertura de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.4%

2024

49
5.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

67.5%

2024

57
31.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

88.4%

2024

91
17.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.8%

2024

37
146.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.3%

2022

58
5.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.8%

2022

44
22.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

26.830 tCO₂e

2024

90
9.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.624 tCO₂e

2024

61
36.1% no período

Emissões de energia

SEEG

6.454 tCO₂e

2024

74
32.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.