JanduísRN
4.834 habitantes · IBGE 2405207
Resumo socioambiental
Janduís/RN apresenta em 2022 cobertura de água de 81,4%, acima da mediana nacional (76,5%) e do valor da UF (79,8%), posicionando o município no percentil 57. Contudo, a série histórica mostra oscilação relevante, com pico de 90,7% em 2018 e queda subsequente até o patamar atual, sinalizando possível deterioração recente da gestão do sistema. A perda de água na distribuição, de 38,3% em 2022, é indicador que preocupa: embora represente redução de 21,7% frente a anos anteriores, o valor supera a mediana nacional (29,9%), ainda que fique abaixo da média estadual (46,1%), resultando em percentil 68 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Essa combinação de boa cobertura com perdas elevadas sugere ineficiência operacional que compromete parte do ganho de acesso à água.
No saneamento de esgoto, 81,8% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas abaixo do índice estadual (86,4%). O destino inadequado de dejetos ainda atinge 18,0% dos domicílios, superior à mediana do Brasil (14,9%) e bem acima da UF (9,3%), indicando que, apesar da evolução positiva desde 2010 (queda de 12,4%), o município ainda tem lacuna significativa de saneamento básico a resolver, o que pode se refletir em riscos sanitários e ambientais não capturados diretamente pelos dados de emissões de resíduos.
Em emissões de GEE, Janduís registrou 18.167 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 7 — perfil de baixa emissão relativa. Chama atenção o salto histórico entre 2011 e 2013, quando as emissões ultrapassaram 40 mil tCO₂e, provavelmente associado a mudança de uso da terra, seguido de recuo e nova alta em 2023. As emissões de resíduos (2.054 tCO₂e em 2024) e de energia (2.971 tCO₂e) permanecem também muito abaixo das medianas nacionais, reforçando o padrão de baixo impacto absoluto, mesmo com o problema de destinação inadequada de esgoto já mencionado.
Quanto a eventos hídricos, o único registro disponível (2016) aponta 1 ocorrência de cheia e 13 de seca, ambos abaixo dos valores medianos da UF, mas com percentis elevados (76 e 92, respectivamente) frente ao Brasil, indicando exposição relativa a estiagens. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior ao valor estadual (3,162), sugerindo perspectiva favorável em segurança hídrica futura, desde que sejam corrigidas as perdas de distribuição e ampliada a cobertura de esgotamento sanitário.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
43.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
18.167 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.054 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.971 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
