Lagoa de PedrasRN

7.577 habitantes · IBGE 2406304

IA

Resumo socioambiental

Lagoa de Pedras/RN apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 50,0%, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (79,8%), posicionando o município no percentil 20 — ou seja, entre os piores do país neste quesito. Chama atenção a trajetória: o índice chegou a 83,3% em 2018, mas recuou continuamente até a metade disso em 2022, indicando perda de capacidade de atendimento nos últimos anos. Paralelamente, a perda de água na distribuição é de 50,4% (2022), quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (46,1%), colocando o município no percentil 85 (pior extremo) — o desperdício elevado ajuda a explicar por que a expansão da cobertura não se sustentou.

No saneamento, a coleta domiciliar de resíduos atinge 68,7% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RN (86,4%), enquanto o destino inadequado de domicílios ainda afeta 31,3% da população, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do estado (9,3%). Apesar da melhora expressiva desde 2010 (quando o destino inadequado era de 50,0%), o município permanece no percentil 76 nesse indicador negativo, evidenciando que a gestão de resíduos sólidos ainda é um desafio estrutural — coerente com a leve alta das emissões de resíduos, que passaram de 3.500 para 3.524 tCO₂e entre 2023 e 2024.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 27.067 tCO₂e em 2024, muito inferiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 10 — ou seja, entre os menores emissores do país, refletindo o porte populacional reduzido. Contudo, as emissões de energia cresceram 649,1% desde 2010, saltando de 606 para 4.540 tCO₂e, o aumento mais acentuado entre os setores avaliados, ainda que o valor absoluto permaneça baixo frente ao cenário nacional (percentil 19).

Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos de seca (8 registros, percentil 83) e cheia (1 registro, percentil 76) superiores à mediana nacional, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de reduzir perdas hídricas e ampliar cobertura de água. A projeção de segurança hídrica para 2035 indica índice de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,162), sugerindo que, apesar dos desafios atuais de infraestrutura, as perspectivas de longo prazo para disponibilidade hídrica são relativamente favoráveis — desde que os problemas de perdas e cobertura sejam enfrentados com investimento consistente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

49.3%

2024

20
53.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.0%

2024

24
17.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.7%

2022

37
37.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.3%

2022

24
37.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

27.067 tCO₂e

2024

90
43.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.524 tCO₂e

2024

70
12.5% no período

Emissões de energia

SEEG

4.540 tCO₂e

2024

81
649.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.