AraripinaPE
90.104 habitantes · IBGE 2601102
Resumo socioambiental
Araripina apresenta um quadro de saneamento básico abaixo da média nacional e com sinais de deterioração em componentes críticos. A cobertura de água atingiu 73,4% em 2022, com evolução consistente desde 2008 (+33,9 pontos percentuais), mas ainda abaixo da mediana brasileira (76,5%) e distante da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 46. Já o tratamento de esgoto é o ponto mais crítico: caiu de patamares próximos a 99,8% em 2009 para apenas 20,4% em 2022, uma retração de quase 80%, ficando abaixo da mediana nacional (37,7%). A coleta de esgoto estagnou em 72,0% desde 2019, e os domicílios com destino inadequado de resíduos ainda somam 36,5% (2022), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 82 (pior situação relativa). Esse cenário de baixo tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 32,0% entre 2010 e 2024, alcançando 35.307 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 91.
Um ponto positivo é a redução da perda de água na distribuição, que caiu de 52,0% em 2008 para 21,1% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), indicativo de ganhos de eficiência operacional no sistema, mesmo com a cobertura ainda incompleta.
No eixo de emissões totais de GEE, o município registrou 314.081 tCO₂e em 2024, com alta de 24,5% desde 2010, e picos expressivos em 2022 (486.403 tCO₂e), superando amplamente a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 71. As emissões de energia lideram esse crescimento, com alta de 62,8% no período, atingindo 203.946 tCO₂e em 2024 (percentil 90), contrastando com a capacidade instalada de geração solar estagnada em 225 kW desde 2010 (percentil 20, abaixo da mediana nacional de 960 kW). Em compensação, a potência eólica cresceu significativamente, quase quadruplicando desde 2016 (+291,7%), alcançando 324 MW em 2024, acima da mediana nacional (135 MW) e no percentil 82, sinalizando vocação regional para geração eólica ainda não acompanhada de expansão equivalente em fontes solares.
Do ponto de vista hídrico, os registros históricos de 2016 mostram exposição relevante a eventos de seca (22 registros, percentil 100 nacional) frente a apenas 1 registro de cheia. Já a projeção de segurança hídrica para 2035 indica índice de 4,000, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (2,903), no percentil 88 — um dado que sugere expectativa de resiliência futura, mas que deve ser interpretado com cautela dado o hiato temporal entre os registros de seca (2016) e a projeção (2035). Em conjunto, os indicadores apontam para um município que avançou em eficiência de distribuição de água e diversificação energética via fonte eólica, mas que enfrenta desafios estruturais em tratamento de esgoto, destinação de res
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
23.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
231 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
225 kW
2024
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
231 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
225 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
314.081 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
35.307 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
203.946 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
22
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
