Lagoa dos GatosPE
14.386 habitantes · IBGE 2608701
Resumo socioambiental
Lagoa dos Gatos/PE apresenta avanço expressivo no acesso à água, com cobertura de 79,8% em 2022, salto de +70,7% desde 2008, superando a mediana nacional de 76,5%, embora ainda abaixo dos 86,7% de Pernambuco (percentil 55). Em contraste, o saneamento de esgoto revela fragilidade estrutural: a coleta estagnou em 84,8% (2021), praticamente sem variação, e o tratamento é nulo (0,0% em 2022), muito aquém da mediana nacional de 37,7%, colocando o município no percentil 25. Essa ausência total de tratamento, somada à perda de água de 55,1% (2022) — quase o dobro da mediana nacional de 29,9% e acima do próprio patamar estadual (43,5%), situando o município no percentil 89 — indica ineficiência operacional significativa no sistema de saneamento, mesmo com a expansão do acesso.
No âmbito domiciliar, a cobertura de coleta de resíduos chegou a 64,6% em 2022 (percentil 31), enquanto o destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 41,7% para 28,0% entre 2010 e 2022, permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%), reforçando o descompasso entre a rede formal de esgoto e as condições sanitárias domiciliares reais.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 53.229 tCO₂e em 2024, com queda de 14,8% frente a 2010, posicionando o município favoravelmente no cenário nacional (percentil 22, abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +25,2% no período, atingindo 6.664 tCO₂e (percentil 55, acima da mediana nacional), tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a cobertura ainda parcial de coleta domiciliar. As emissões de energia também subiram +39,7%, para 8.932 tCO₂e, sinalizando pressão adicional sobre o balanço de carbono local.
Quanto à segurança hídrica, o índice projetado de 2,000 (2035) é considerado baixo frente à mediana nacional de 4,000, situando o município no percentil 14, cenário preocupante diante do histórico de seca observada (7 registros em 2016, percentil 81 frente à UF). Combinados, os dados sugerem que os ganhos recentes em acesso à água e redução de emissões totais precisam ser acompanhados por investimentos urgentes em tratamento de esgoto e gestão de perdas, sob risco de comprometer a segurança hídrica futura e ampliar as emissões associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
66.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
52.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
28.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
53.229 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.664 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.932 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
