ParnamirimPE
19.028 habitantes · IBGE 2610400
Resumo socioambiental
Parnamirim/PE apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços recentes em saneamento básico convencional contrastando com déficits estruturais graves na gestão de resíduos sólidos domiciliares. A cobertura de água atingiu 78,6% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (65,0%), superando a mediana nacional (76,5%) e alcançando o percentil 53, embora ainda abaixo da média estadual (86,7%). A perda de água, por sua vez, caiu para 22,3% em 2022 — a menor da série histórica e inferior à mediana nacional (29,9%) —, indicando ganhos de eficiência operacional que provavelmente contribuíram para a ampliação da cobertura sem pressão adicional sobre a captação.
O esgotamento sanitário mostra resultado misto: a coleta chegou a 86,1% em 2021 (percentil 49, próximo à mediana nacional de 87,8%), mas em trajetória de queda desde o pico de 93,3% em 2016. O tratamento, embora tenha evoluído de forma consistente até 2019 (57,3%), também recuou para 50,0% em 2022, superando ainda assim a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (35,7%). Essa reversão de tendência, coincidindo com o aumento das emissões de resíduos (+25,1% entre 2010 e 2024, atingindo 6.345 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e), sugere possível deterioração na gestão integrada de efluentes e resíduos, que merece atenção prioritária da gestão municipal.
O ponto mais crítico do dossiê está nos dados censitários de resíduos sólidos: apenas 36,8% dos domicílios têm coleta de lixo em 2022, com queda desde 2010 (39,6%), posicionando o município no percentil 6 nacional — muito abaixo da mediana (76,9%) e da média estadual (76,8%). Coerentemente, o destino inadequado atinge 59,5% dos domicílios, no percentil 97 (pior faixa do país), ante uma mediana nacional de apenas 14,9%. Essa lacuna estrutural, contrastando com os avanços em água e esgoto, indica que o investimento municipal tem sido direcionado de forma desigual entre os componentes do saneamento básico.
No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram 17,2% entre 2010 e 2024 (378.869 tCO₂e), no percentil 75 nacional, com energia e resíduos como vetores relevantes. A dimensão hídrica adiciona alerta: 20 registros de seca observada em 2016 colocam o município no percentil 99 nacional, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,0) fica abaixo da mediana nacional (4,0), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de equacionar tanto a gestão de resíduos quanto a resiliência climática do território.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
39.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
43.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
31.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
36.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
59.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
378.869 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.345 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
59.741 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
20
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
