Santa Cruz do CapibaribePE
104.277 habitantes · IBGE 2612505
Resumo socioambiental
Santa Cruz do Capibaribe apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em saneamento básico convivendo com retrocessos importantes na coleta e tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 79,3% em 2022, recuperando-se de anos de queda, mas ainda -2,0% abaixo do início da série e próxima da mediana nacional (76,5%), abaixo, porém, da UF (86,7%). Já a perda de água caiu para 20,9% em 2022, patamar melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a UF (43,5%), embora tenha subido frente ao mínimo histórico de 8,1% registrado em 2021 — sinal de que a eficiência operacional alcançada naquele ano não se sustentou.
O ponto mais crítico é o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto despencou para 40,9% em 2021, uma queda de -59,1% em relação aos anos anteriores, quando o município chegou a operar com cobertura de 100%. O tratamento de esgoto é 0,0% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,7%), apesar de ter havido um registro isolado de 100% em 2021 — inconsistência que sugere possível descontinuidade operacional ou falha de reporte ao SNIS/SINISA, mas que, de todo modo, indica ausência estrutural de tratamento. Em contraste, os indicadores do Censo IBGE mostram melhor desempenho na coleta domiciliar de resíduos (94,4% em 2022, percentil 89) e baixo percentual de destino inadequado (2,7%, percentil 15), evidenciando que a gestão de resíduos sólidos é mais robusta que a de esgoto.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 180.840 tCO₂e em 2024, com alta de +13,0% desde 2010, ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 58). O destaque negativo são as emissões de resíduos, que mais que dobraram (+122,0%) desde 2010, atingindo 45.797 tCO₂e em 2024 — percentil 93, muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e). Essa trajetória é coerente com a ausência de tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos em disposição final e tratamento, dado que resíduos mal geridos tendem a gerar mais emissões de metano. As emissões de energia também cresceram (+16,1%, para 117.529 tCO₂e, percentil 83), enquanto a capacidade solar instalada permanece estagnada em 300 kW desde 2022, bem abaixo da mediana nacional (960 kW, percentil 26) — indicando baixo aproveitamento do potencial de energia renovável para mitigar o crescimento das emissões.
Do ponto de vista hídrico, o município apresenta melhor situação relativa: o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é 4,000, igual à mediana nacional e superior à média da UF (2,903, percentil 88), sugerindo resiliência futura a despeito dos 12 registros de seca observada em 2016 (percentil 90, acima da mediana nacional de zero). Em síntese, o município deve priorizar a retomada do tratamento de esgoto e da coleta plena, dado seu vínculo direto com o a
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.9%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
8.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
300 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
300 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
300 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
180.840 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
45.797 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
117.529 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
