Pedra MoleSE

2.818 habitantes · IBGE 2805000

IA

Resumo socioambiental

Pedra Mole/SE apresenta, em 2022, cobertura de água de 85,7%, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (91,7%), posicionando o município no percentil 64. Contudo, esse indicador recuou 2,3% frente ao ano anterior e mostra instabilidade histórica relevante, com quedas abruptas em 2020 (78,8%) e novamente em 2022, após patamares próximos de 98% entre 2015 e 2021. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que atingiu 63,8% em 2022 — mais que o dobro da média estadual (52,8%) e mais de duas vezes a mediana nacional (29,9%), colocando o município no percentil 94, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de queda na cobertura com perda elevada sugere problemas estruturais na rede de abastecimento que merecem atenção prioritária da gestão.

Do lado do saneamento e resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: a coleta domiciliar de lixo chegou a 90,1% em 2022, com avanço expressivo de 41,7% desde 2010, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a média estadual (87,0%). Consistentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 9,5%, uma redução de 73,9% em relação a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média de Sergipe (8,5%). Essa melhoria na gestão de resíduos não se refletiu, entretanto, nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao setor, que cresceram 49,7% desde 2010 e alcançaram 1.771 tCO₂e em 2024 — ainda assim, bem inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 5.

Em termos de emissões totais, o município permanece com valores muito baixos em comparação ao país (23.254 tCO₂e em 2024, percentil 9), mas chama atenção o crescimento expressivo das emissões do setor energético, que saltaram de 343 tCO₂e em 2010 para 2.692 tCO₂e em 2024, alta de 685,5% — um sinal de mudança no perfil de consumo energético local que merece monitoramento, ainda que o valor absoluto permaneça pequeno frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Quanto a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, mas houve 5 registros de seca, acima da mediana nacional (0) e dentro do padrão observado para o estado. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0), embora superior à média estadual (2,67), reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica para reduzir perdas e estabilizar a cobertura de água no médio prazo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.0%

2024

72
3.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.5%

2024

13
23.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.1%

2022

78
41.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.5%

2022

62
73.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

23.254 tCO₂e

2024

91
35.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.771 tCO₂e

2024

91
49.7% no período

Emissões de energia

SEEG

2.692 tCO₂e

2024

90
685.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.