Barra do MendesBA

14.345 habitantes · IBGE 2903003

IA

Resumo socioambiental

Barra do Mendes/BA apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores abaixo da média nacional e trajetória recente de deterioração. A cobertura de água atingiu 65,0% em 2022, recuando 0,9% em relação ao ano anterior e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 36. Mais grave é a perda de água, que saltou para 33,6% em 2022 — alta de 69,4% frente a 2008 —, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (35,0%), o que indica ineficiência crescente na distribuição e possível desperdício de recursos hídricos captados.

No manejo de resíduos sólidos, apenas 60,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média da UF (69,0%), no percentil 26. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos atinge 37,2% dos domicílios, patamar muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média baiana (17,1%), colocando o município no percentil 83 — um dos piores desempenhos comparativos do dossiê. Essa lacuna na coleta e disposição adequada ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 4.965 tCO₂e (2010) para 6.627 tCO₂e em 2024 (alta de 33,5%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 59.990 tCO₂e em 2024, com queda de 12,1% frente a 2010, mas com forte oscilação no período e repique recente após mínimas em 2018-2020. O valor permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 26. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que mais que triplicaram desde 2010 (+211,5%), atingindo 11.828 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento.

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) indica ausência de cheias, mas presença de seca observada (8 registros), no percentil 83 nacional, sinalizando vulnerabilidade à escassez hídrica que se conecta diretamente às fragilidades já identificadas na cobertura e perdas de água. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de saneamento (água e resíduos), dado que as deficiências nesses serviços básicos correlacionam-se com o aumento das emissões de resíduos e com riscos ambientais persistentes no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.0%

2024

57
15.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.4%

2024

40
52.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.6%

2022

26
17.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.2%

2022

17
23.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

59.990 tCO₂e

2024

74
12.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.627 tCO₂e

2024

47
33.5% no período

Emissões de energia

SEEG

11.828 tCO₂e

2024

60
211.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.