CaravelasBA
21.229 habitantes · IBGE 2906907
Resumo socioambiental
Caravelas/BA apresenta um saneamento básico em estágio intermediário, com sinais de melhoria expressiva porém ainda aquém da média nacional. A cobertura de água chegou a 68,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 40 — ou seja, pior que 60% dos municípios brasileiros. Já a coleta de esgoto, de 53,5% (2021), evoluiu de forma acentuada desde 2016 (+156,2%), mas segue distante da mediana nacional (87,8%), embora acima da média baiana (63,0%). O tratamento de esgoto, por sua vez, é o indicador mais positivo do setor: 38,6% em 2022, praticamente equivalente à mediana nacional (37,7%) e no percentil 50, resultado de um salto de +644,6% desde 2016 — ainda assim, sustentado por apenas 1 ETE (2020), o que limita a capacidade de expansão futura sem novos investimentos.
Um ponto de atenção é a perda de água, que subiu para 22,4% em 2022, quase dobrando desde 2008 (+87,5%), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). Essa combinação de perdas crescentes com estagnação da cobertura de água nos últimos anos (67,6%–68,5% entre 2021-2022, após pico de 73,5% em 2018) sugere necessidade de investimentos em manutenção da rede, não apenas em expansão. Do lado dos resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta atingiu 79,9% em 2022 (acima da mediana nacional e da UF), mas o destino inadequado ainda atinge 19,1% dos domicílios, pior que a mediana nacional (14,9%) e a UF (17,1%) — um descompasso entre coleta e destinação final adequada que também se reflete nas emissões de resíduos, de 9.046 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 534.205 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Caravelas no percentil 81 — entre os municípios mais emissores do país. Chama atenção a queda expressiva das emissões de energia, de 191.288 tCO₂e (2010) para 32.134 tCO₂e (2024), uma redução de 83,2%, provavelmente associada à descarbonização da matriz elétrica nacional, já que a potência solar instalada no município está estagnada em 400 kW desde 2020, abaixo da mediana nacional (960 kW) e no percentil 31.
Em recursos hídricos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5.000, superior à mediana nacional (4.000) e à média da UF (3.281), posicionando Caravelas no percentil 100 — o melhor cenário relativo do dossiê. Esse indicador positivo de longo prazo contrasta, porém, com os desafios presentes de infraestrutura de saneamento e energia limpa, indicando que o município tem base ambiental favorável, mas exige investimentos contínuos em rede de água, ampliação de ETEs e diversificação da geração solar para consolidar ganhos e reduzir sua
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
39.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
37.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
400 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
400 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
400 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
534.205 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.046 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
32.134 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
