CravolândiaBA
4.514 habitantes · IBGE 2909505
Resumo socioambiental
Cravolândia/BA apresenta um quadro socioambiental misto, com bom desempenho no tratamento de esgoto contrastando com fragilidades no acesso à água e na coleta de resíduos domiciliares. A cobertura de água atingiu 66,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 38. Já a coleta de esgoto chegou a 78,9% em 2021, próxima da mediana do país (87,8%) mas bem acima da UF (63,0%). O destaque positivo é o tratamento de esgoto, com 93,9% em 2022, muito superior à mediana nacional (37,7%) e à estadual (53,1%), colocando o município no percentil 86 — resultado sustentado por uma única ETE em operação desde 2020, o que sinaliza eficiência operacional relevante para um sistema de pequeno porte.
A perda de água na distribuição, de 26,5% em 2022, é ligeiramente inferior à mediana nacional (29,9%) e à da UF (35,0%), indicando desempenho relativamente favorável nesse indicador, embora a série histórica mostre oscilações consideráveis (de 14,0% em 2012 a 40,0% em 2016), sugerindo instabilidade na gestão da rede. Um ponto crítico é a queda acentuada na coleta domiciliar de resíduos, que caiu de 72,9% em 2010 para 33,0% em 2022, uma retração de -54,7% que deixa o município no percentil 5 nacional — bem abaixo da mediana (76,9%) e da UF (69,0%). Esse retrocesso é coerente com o aumento do destino inadequado de resíduos, que embora tenha caído de 27,1% (2010) para 16,7% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e se aproxima do patamar estadual (17,1%).
Em relação às emissões de GEE, o município registrou forte redução, de 121.717 tCO₂e em 2018 para 16.225 tCO₂e em 2024 (-81,0% na série), ficando muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 7. Entretanto, as emissões de resíduos seguem trajetória inversa, crescendo +54,8% no período e atingindo 2.645 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em rota de alta que reforça a preocupação com a queda na coleta domiciliar de lixo, já que menor cobertura de coleta tende a pressionar emissões por decomposição inadequada de resíduos.
Quanto a extremos hidrológicos, não há registros de cheias (2016) e há 2 registros de seca observada, com índice de segurança hídrica de 3,000 (2035), inferior à mediana nacional (4,000) mas próximo da média estadual (3,281). Combinando os indicadores, o principal desafio de gestão em Cravolândia está na universalização do acesso à água tratada e, sobretudo, na reversão da queda de cobertura de coleta de resíduos sólidos, que compromete tanto a saúde pública quanto o controle de emissões, mesmo diante de resultados positivos em tratamento de esgoto e redução geral de GEE.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
56.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
65.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
33.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
16.225 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.645 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.786 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
