IbipitangaBA
14.316 habitantes · IBGE 2912509
Resumo socioambiental
Ibipitanga apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 35,2% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 9 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Mais grave ainda é a trajetória: houve queda de 12,2% em relação à série histórica, com um recuo abrupto entre 2019 (55,1%) e 2020 (35,3%), sugerindo ruptura operacional ou de gestão do sistema. Paralelamente, a perda de água na distribuição saltou para 30,1% em 2022, um aumento de 708,3% desde 2008, ficando no percentil 50 nacional — ou seja, na mediana do país, mas ainda assim elevada em termos absolutos e agravante diante da já baixa cobertura: o município perde quase um terço da água tratada enquanto atende a menos de 4 em cada 10 domicílios.
O quadro de esgotamento sanitário é igualmente crítico. A coleta de esgoto alcança apenas 51,6% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), no percentil 16. Mais alarmante é o indicador de destino inadequado de dejetos, que atinge 47,1% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito acima da média baiana (17,1%), colocando Ibipitanga no percentil 91, ou seja, entre os municípios com pior desempenho do país nesse quesito. Ainda que tenha havido melhora de 21% desde 2010, o patamar permanece extremamente elevado e ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 3.783 para 5.589 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+47,8%), aproximando-se da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — evidenciando que o manejo inadequado de dejetos e resíduos sólidos tem impacto direto no balanço de emissões do município.
Do lado climático, o balanço geral é mais favorável: as emissões totais de GEE caíram para 44.595 tCO₂e em 2024, uma redução de 41,3% frente a 2010, com o município no percentil 19 nacional (bem abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Contudo, essa queda contrasta com o aumento das emissões de energia, que subiram 63,3% no período (para 10.476 tCO₂e), indicando que a redução do total esteve concentrada em outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), e não em ganhos de eficiência energética.
Por fim, os dados hídricos de risco reforçam a vulnerabilidade do município: foram registrados 8 eventos de seca em 2016, valor bem acima da mediana nacional (0) e próximo ao padrão estadual (percentil 83), enquanto o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e ligeiramente inferior à média da Bahia (3,28). Em conjunto, os indicadores apontam para um município com infraestrutura sanitária frágil, perdas hídricas expressivas e exposição a estresse por seca, exigindo priorização de investimentos em saneamento e gestão de perdas como agenda central para
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
43.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
33.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
47.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
44.595 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.589 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.476 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
